A Fundação de Cultura de Tubarão (SC), por meio da Biblioteca Pública Municipal Olavo Bilac, recebeu cinco obras indicadas para o Vestibular Unificado da Universidade Federal de Santa Catarina e do Instituto Federal Catarinense (UFSC/IFC) 2027. Os livros foram disponibilizados por meio do Sistema de Bibliotecas Públicas de Santa Catarina (SBPSC) e já estão disponíveis para empréstimo.
O acervo inclui Vésperas, de Adriana Lunardi; O irmão alemão, de Chico Buarque; Eu sou Macuxi e outras histórias, de Julie Dorrico; Clara dos Anjos, de Lima Barreto; e A paixão segundo G. H., de Clarice Lispector. A iniciativa amplia o acesso dos estudantes às leituras exigidas no processo seletivo e incentiva o uso da biblioteca pública.
“Cada usuário pode solicitar o empréstimo até três livros por vez. Para solicitar o material, basta enviar um e-mail para bibliotecapublica@tubarao.sc.gov.br, informando o título, o autor ou o assunto de interesse. A equipe entrará em contato para confirmar a disponibilidade e reservar a obra”, explica a bibliotecária Ana Paula Guedes.
Para fazer a carteirinha de empréstimo, é necessário apresentar documento de identidade, duas fotos 3×4 recentes e comprovante de residência atualizado. O prazo de empréstimo é de 15 dias para livros de literatura, com possibilidade de renovação por mais oito dias; oito dias para livros técnicos, também renováveis por mais oito dias; e 20 dias para materiais em braille e fonte ampliada.
A Biblioteca Pública Municipal Olavo Bilac está localizada no Centro Municipal de Cultura Willy Zumblick, na Praça Walter Zumblick, no Centro de Tubarão, e funciona de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h. Informações sobre o acervo e os serviços podem ser obtidas pelo telefone (48) 3621-9878.
Abaixo, disponibilizamos uma sinopse de cada obra:
PRIMEIRO DE ABRIL: NARRATIVAS DA CADEIA, de Salim Miguel
Trinta anos após o golpe de 1964, Salim Miguel publicou a narrativa sobre os 48 dias em que esteve “detido para averiguações”, no início da ditadura civil-militar. O escritor manteve um diário durante o período de sua prisão, no qual registrou as percepções e os fatos ligados à sua detenção no quartel da Polícia Militar, em Florianópolis. Trabalhou posteriormente sobre o texto e, com isso, publicou “Primeiro de Abril” (título alusivo à data do golpe), o qual foi premiado como melhor romance pela União Brasileira de Escritores, em 1994.
VÉSPERAS, de Adriana Lunardi
Vésperas é um livro de contos que narra os últimos momentos de vida de nove autoras: Virginia Woolf, Dorothy Parker, Ana Cristina César, Colette, Clarice Lispector, Katherine Mansfield, Sylvia Plath, Zelda Fitzgerald e Júlia da Costa. Com base em dados biográficos, Lunardi cria uma obra de ficção que homenageia a vida e a obra dessas escritoras ao mesmo tempo que se aprofunda em seu universo íntimo e reflete sobre suas angústias, memórias e reflexões, destacando a complexidade de suas existências tanto como mulheres quanto como personalidades públicas.
O IRMÃO ALEMÃO, de Chico Buarque
A partir da memória e da história familiar, Chico Buarque constrói romance sobre a busca obsessiva do autor/narrador por um irmão desconhecido, misturando as fronteiras entre ficção e realidade. Na São Paulo dos anos 1960, o adolescente Francisco de Hollander, ou Cicco, encontra uma carta em alemão dentro de um volume na vasta biblioteca paterna, a segunda maior da cidade. Em meio a porres, roubos recreativos de carros e jornadas nem sempre lícitas a livros empoeirados, surgem pistas que detonam uma missão de vida inteira.
EU SOU MACUXI E OUTRAS HISTÓRIAS, de Julie Dorrico
A autora por ela mesma. “Nasci nas terras da cachoeira pequena, mais conhecida como Guajará-Mirim. Mas foi às margens do Rio Madeira que eu cresci ouvindo minha mãe contar as memórias da família, dessas gentes que viviam lá quando acaba o Rio Amazonas. Um dia atravessamos esse rio grande e fomos conhecer nossos parentes em Boa Vista, em Bonfim (RR) e em Lethen (Guiana). Essa travessia, feita ainda na infância, foi, por meio da minha bisavó, o meu encontro com Makunaima e com as histórias macuxi. Escrevo esse livro, objeto usado por não indígenas para contar por muitos séculos nossas histórias, para ocupar esse lugar de autoria, tão caro aos sujeitos indígenas. Também sou doutoranda em Teoria da Literatura no Programa de Pós-Graduação em Letras da PUC/RS”.
CLARA DOS ANJOS, de Lima Barreto
No início de 1922, Lima Barreto anunciava na imprensa do Rio de Janeiro que seu novo romance, intitulado Clara dos Anjos, já estava “bem adiantado”, e que, em breve, ele seria publicado. Naquele ano, porém, o público carioca apenas conheceu um dos capítulos iniciais do livro, saído na edição de maio da revista Mundo Literário. Em 1º de novembro, vitimado por um ataque cardíaco, Lima Barreto morreu sem concluir um de seus últimos e mais ambiciosos projetos literários. O escritor retrabalhava o texto desde 1904, animado pelo desejo de convertê-lo numa espécie de epopeia suburbana a partir da malfadada trajetória de Clara dos Anjos. A história foi publicada em folhetim entre 1923 e 1924, e somente apareceria em volume mais de duas décadas depois, em 1948.
A PAIXÃO SEGUNDO G.H., de Clarice Lispector
Romance original, desprovido das características próprias do gênero, “A paixão segundo G.H.” conta, através de um enredo banal, o pensar e o sentir de G.H., a protagonista-narradora que despede a empregada doméstica e decide fazer uma limpeza geral no quarto de serviço, que ela supõe imundo e repleto de inutilidades. Após recuperar-se da frustração de ter encontrado um quarto limpo e arrumado, G.H. depara-se com uma barata na porta do armário. Depois do susto, ema esmaga o inseto e decide provar seu interior branco, processando-se, então, uma revelação. G.H. sai de sua rotina civilizada e lança-se para fora do humano, reconstruindo-se a partir desse episódio A protagonista vê sua condição de dona de casa e mãe como uma selvagem.
ÁLBUM “SECOS & MOLHADOS”, da banda Secos & Molhados
Secos & Molhados é o álbum de estreia do grupo homônimo, lançado em agosto de 1973. Unindo a poesia de autores como Vinícius de Moraes, Manuel Bandeira e João Apolinário, pai do idealizador do grupo João Ricardo, com danças e canções do folclore português e de tradições brasileiras, traz as músicas mais famosas do trio, tais como “Sangue Latino”, “O Vira”, “Assim Assado” e “Rosa de Hiroshima”. O disco, assim como a própria banda, surgiu em meio a um tempo de censura e do Regime Militar no Brasil, ao que também retrata a liberdade de expressão, o racismo e as guerras.
Com informações da Prefeitura de Tubarão
VEJA TAMBÉM:
- Polícia Civil e Militar prendem casal em flagrante por tráfico e associação em Laguna (SC)
- Seminário em Braço do Norte (SC) celebra os 20 anos do SAMU 192 com capacitação de profissionais
- Briga entre irmãos termina com um deles esfaqueado no Sul de SC
- Homem é preso em flagrante por tráfico durante cumprimento de mandado em Imbituba (SC)
- Escolas de Tempo Integral de Tubarão (SC) terão novo horário de atendimento a partir de 2027
- Pai é preso suspeito de estuprar filha por quase seis anos em Imbituba (SC)






