A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da Delegacia de Investigações Cibernéticas Especiais do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos, deflagrou nesta terça-feira (1º) a Operação Bloco da Laje, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado no furto de aparelhos eletrônicos, seguido de extorsão das vítimas e seus familiares por meio do WhatsApp.
Estão sendo cumpridas oito ordens judiciais — sendo seis mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva — nos municípios de São Leopoldo e Colinas, no Rio Grande do Sul, e em Pato Branco, no Paraná. Os principais investigados, naturais da região do Vale dos Sinos (RS), estavam residindo no interior paranaense. Dois homens foram presos.
As investigações começaram após uma vítima ter seu celular furtado durante um evento público. Em seguida, passou a receber mensagens ameaçadoras exigindo que desativasse o rastreamento do aparelho, sob risco de sofrer represálias. Com o avanço das apurações, a polícia identificou que o mesmo método havia sido utilizado em diversos casos semelhantes.
A Polícia Civil alerta para a importância de não negociar com criminosos e de manter os rastreadores ativos, além de registrar imediatamente boletim de ocorrência em casos de furto ou roubo de dispositivos eletrônicos. As investigações continuam para identificar outros integrantes do esquema e possíveis vítimas.
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