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PCRS mira grupo suspeito de lavar R$ 3,5 milhões em 4 meses e ligado a desaparecimento

Ao todo, estão sendo cumpridas 60 ordens judiciais em mais de seis cidades gaúchas.
Foto: PCRS

Redação PIXTV (Site)

3 de fevereiro de 2026

atualizado às 09:52

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (3), a Operação Fraus Vehiculorum, com foco no combate à lavagem de dinheiro ligada a uma organização criminosa suspeita de envolvimento com homicídios e tráfico de drogas no Rio Grande do Sul.

A ação é coordenada pela Delegacia de Polícia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro (DRLD), do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em conjunto com a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Caxias do Sul e apoio do 12º Batalhão da Brigada Militar.

Ao todo, são cumpridas 60 ordens judiciais, incluindo 23 mandados de busca e apreensão nas cidades de Caxias do Sul, Capão da Canoa, Flores da Cunha, Farroupilha, Arroio do Sal, Sapiranga e Porto Alegre. A Justiça também determinou a apreensão de cinco veículos, a indisponibilidade de dois imóveis, além da quebra de sigilo fiscal e financeiro dos investigados.

Investigação começou após desaparecimento

As investigações tiveram início a partir do recebimento de documentos ligados a um inquérito policial que apura um desaparecimento, instaurado pela Delegacia de Homicídios de Caxias do Sul, na Serra gaúcha. Durante as diligências, a polícia identificou indícios de que a vítima pode ter sido executada, já que o veículo utilizado por ela foi negociado com integrantes da organização criminosa mesmo após o desaparecimento.

Segundo a Polícia Civil, os envolvidos na transação do automóvel possuem ligação com um grupo criminoso que atua no tráfico de drogas no município. As lideranças da organização utilizariam empresas de fachada para transformar recursos obtidos ilegalmente em valores com aparência lícita, por meio de negociações comerciais.

Movimentações milionárias em curto período

A DRLD identificou transações financeiras elevadas em um curto intervalo de tempo. Em um período de apenas quatro meses, a movimentação financeira chegou a R$ 3,5 milhões, valor considerado incompatível com a renda declarada pelos investigados.

Além disso, os suspeitos acumulam antecedentes por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo, entre outros.

“A operação tem como objetivo colher mais elementos de informação e provas acerca dos envolvidos. Há indícios muito presentes de que os envolvidos ocultam o dinheiro obtido ilicitamente com a compra de bens imóveis, veículos e na criação de estruturas comerciais, com aparente legalidade, para introduzir dinheiro obtido ilicitamente no mercado formal”, disse a corporação.

A Polícia Civil também solicitou à Justiça a apreensão e indisponibilidade de bens que, somados, ultrapassam R$ 3,5 milhões, incluindo imóveis e veículos.

A Delegacia de Polícia de Osório é responsável pela investigação do desaparecimento da vítima.

Enfrentamento ao crime organizado

De acordo com o diretor do DHPP, delegado Mario Souza, a operação integra uma estratégia mais ampla de enfrentamento à criminalidade violenta.

“Essa operação contra lavagem de dinheiro que atinge um grupo criminoso envolvido em homicídios é resultante da aplicação da medida 5 do Protocolo das 7 Medidas de Enfrentamento aos Homicídios. A repressão ao crime de lavagem de dinheiro visa enfraquecer o poderio financeiro dos grupos criminosos, evitando que utilizem recursos ilícitos para financiar a prática de homicídios”, afirmou.

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