Um ano após a sanção da Lei nº 2.503, de 4 de abril de 2025, a Prefeitura de Gravatal segue ampliando o programa “Cuidando de Quem Cuida”, voltado ao acolhimento, orientação e apoio às mães atípicas no município.
O público atendido é formado por mulheres que assumem o cuidado contínuo de filhos com condições de saúde ou de desenvolvimento que exigem atenção especial, como deficiências físicas, síndromes raras, transtornos neurológicos, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e doenças crônicas.
Essas mães, muitas vezes, enfrentam sobrecarga física e emocional, além de dificuldades financeiras, isolamento social e a busca constante por diagnósticos, terapias, inclusão escolar e garantia de direitos. Em Gravatal, o programa atua justamente para oferecer uma rede de suporte integrada entre as áreas de Saúde, Educação e Assistência Social.
Rede integrada de acolhimento
Na área da Saúde, o atendimento começa pelas unidades básicas, que funcionam como porta de entrada para acolhimento, escuta e encaminhamentos, conforme a prioridade de cada caso.
“Além do acesso aos serviços da rede, o município também disponibiliza suporte psicológico, práticas integrativas e atendimentos como acupuntura, ampliando o cuidado com a saúde mental e o bem-estar dessas mulheres”, destacou a secretária de Saúde, Cristini Ferreira.
Na Educação, o acompanhamento é realizado em parceria com as escolas, que identificam as necessidades específicas de cada estudante e mantêm diálogo constante com as famílias. O município também oferece atendimento especializado por meio de equipe multiprofissional, com psicóloga, neuropsicopedagogo e assistente social.
“Essas ações têm como objetivo facilitar o acesso às informações, fortalecer o vínculo entre família e escola e garantir que os estudantes recebam o suporte necessário no ambiente escolar”, afirmou a secretária de Educação, Josiane de Medeiros Pereira.
Já na Assistência Social, embora não exista um serviço exclusivo para mães atípicas dentro da política nacional do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), o público é atendido em toda a rede socioassistencial, conforme a demanda apresentada.
O suporte inclui atendimento no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), acompanhamento por equipe técnica, inserção em serviços de convivência, atualização no Cadastro Único e orientação sobre o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), especialmente em casos que envolvem pessoas com deficiência.
“As mães atípicas são acolhidas e atendidas em todos os serviços da rede socioassistencial, sempre que buscam atendimento, recebendo orientações, acompanhamentos e encaminhamentos necessários, de acordo com suas demandas específicas”, ressaltou a secretária de Assistência Social, Jadna Ouriques.
Origem do programa
O programa “Cuidando de Quem Cuida” foi criado a partir de proposição do vereador Jucinei Salazar e sancionado pelo prefeito Clei Rodrigues. A iniciativa tem como objetivo garantir uma atenção mais humanizada e especializada às mães atípicas, promovendo acolhimento, escuta qualificada, acesso à informação e fortalecimento da autonomia.
Em Gravatal, o programa completa um ano como um avanço na construção de uma política pública voltada a reconhecer e apoiar mulheres que enfrentam, diariamente, desafios muitas vezes invisíveis no cuidado com seus filhos.
Com informações da PMG
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