O governo do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), reforçou nesta semana os critérios de identificação dos Agentes de Desenvolvimento Familiar (ADFs) que atuam no Programa Família Gaúcha. A orientação ocorre após relatos envolvendo a presença de supostos agentes realizando visitas domiciliares.
Segundo a pasta, todos os ADFs estão oficialmente identificados com uniforme específico do programa, que inclui boné, camiseta, colete ou jaqueta, além de crachá de identificação. Os profissionais também utilizam veículos adesivados com os emblemas do Estado, do Programa Família Gaúcha e da instituição parceira responsável pela execução das atividades.
De acordo com o governo estadual, essas medidas permitem que as famílias atendidas recebam os agentes com mais segurança em suas residências. Em caso de dúvidas sobre a autenticidade de um profissional, a recomendação é que os beneficiários entrem em contato com o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de sua região.


Papel dos agentes
Os Agentes de Desenvolvimento Familiar desempenham uma função central no Programa Família Gaúcha. Eles são responsáveis por acompanhar individualmente cada família selecionada e, em conjunto com os Comitês Locais Intersetoriais, elaboram os chamados Planos de Autonomia.
O objetivo é identificar e reduzir situações de vulnerabilidade social enfrentadas pelos beneficiários, promovendo ações que contribuam para a melhoria das condições de vida e para a autonomia das famílias.
Mais de 10 mil famílias atendidas
Desenvolvido pela Sedes, o Programa Família Gaúcha recebeu investimentos superiores a R$ 120 milhões provenientes do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). Lançada em 2025, a iniciativa atende mais de 10 mil famílias em situação de pobreza e extrema pobreza distribuídas em 92 municípios gaúchos.
O programa prevê acompanhamento personalizado e intersetorial durante 22 meses, com foco na promoção da autonomia dos participantes. Cada núcleo familiar conta com o suporte de um Agente de Desenvolvimento Familiar e com o acompanhamento de comitês nas esferas local, municipal e estadual.
Ao final do ciclo de atendimento, a proposta é possibilitar a emancipação social das famílias beneficiadas.
Atualmente, o programa conta com 314 Agentes de Desenvolvimento Familiar e mais de 170 Centros de Referência de Assistência Social (Cras) envolvidos em todo o Estado. O Centro de Integração Empresa-Escola do Rio Grande do Sul é parceiro da Sedes na execução do programa, sendo responsável pela contratação e qualificação dos agentes.
Com informações da Secom RS
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