A Amazônia registrou 3158 focos de queimadas entre os dias 1º e 29 de fevereiro, o maior número para o mês desde 1999, quando o Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), começou a monitorar, por meio de imagens de satélites, os focos de incêndio na floresta.
O bioma amazônico teve alta de 330% no último mês em comparação com fevereiro de 2023, quando 734 focos de queimadas foram detectados pelo órgão vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia. O pior fevereiro de fogo até então havia sido em 2007, com 1761 focos de calor.
O fenômeno El Niño, que ocorre com grande intensidade neste evento e causou uma grande seca em 2023 na Amazônia, contribui para o aumento das queimadas. No entanto, os focos de calor em áreas florestais têm origem humana. Em fevereiro, as áreas amazônicas de Venezuela e Colômbia também registram um número muito elevado de queimadas. Os dois países enfrentam igualmente déficit de chuva.
Romulo Batista, porta-voz do Greenpeace Brasil, frisa que a Amazônia não pega fogo sozinha e as queimadas no bioma, em especial em Roraima, são causadas pela ação humana.
“A origem das queimadas na Amazônia este ano é igual a dos outros anos. A floresta amazônica é uma floresta tropical úmida e não pega fogo ou é muito raro que pegue fogo de forma natural”, enfatiza Romulo Batista.
Com informações da MetSul e Metrópoles
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