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Ano de muitas mudanças: Lewandowski e Haddad devem deixar o governo até fevereiro

Previsão é de que mais de 20 ministérios passem por mudanças no comando em razão das eleições.
Ricardo Lewandowski e Fernando Haddad. | Foto: Estadão Conteúdo e Reuters

Redação PIXTV (Site)

7 de janeiro de 2026

atualizado às 09:49

Ricardo Lewandowski e Fernando Haddad vão deixar o primeiro escalão do governo Lula ainda no começo deste ano. O ministro da Justiça sinalizou intenção de encerrar suas atividades já em janeiro, enquanto o ministro da Fazenda pode permanecer até fevereiro. No entanto, ambos querem se desligar dos cargos o quanto antes.

Segundo informações do g1, Lewandowski já havia comunicado a decisão ao presidente no ano passado, mas pediu para antecipar o desligamento da pasta, de preferência até sexta-feira (9).

O governo avalia aproveitar a saída do magistrado para desmembrar a pasta em duas, recriando o Ministério da Segurança Pública. A possibilidade de manter um interino no comando do ministério também perdeu força. A previsão é da jornalista Isabel Mega, da CNN.

Segundo a analista política, entre os nomes cogitados para ocupar as duas funções estão Vinícius de Carvalho, atual ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), e Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF).

Haddad ainda avalia próximos passos

Em dezembro do ano passado, Fernando Haddad informou que pretendia deixar o cargo para colaborar com a campanha presidencial de 2026. À época, declarou: “Manifestei o desejo de colaborar com a campanha do presidente Lula. E isso é incompatível com os requisitos da Fazenda”.

Apesar disso, o futuro político do ministro segue indefinido. Dentro do PT, a expectativa é que Haddad dispute o governo de São Paulo ou uma vaga no Senado.

No Ministério da Fazenda, a sucessão já estaria encaminhada, com a possível efetivação do atual secretário-executivo, Dario Durigan, no comando da pasta.

Ano será de muitas mudanças na Esplanada dos Ministérios

O Palácio do Planalto calcula que até 24 ministros podem deixar seus cargos nos próximos meses para disputar as eleições deste ano, segundo informou o g1.

A legislação eleitoral determina que ministros que pretendem concorrer precisam se desincompatibilizar das funções até seis meses antes do pleito, ou seja, até 4 de abril.

Além dos ministérios da Justiça e da Fazenda, veja as outras pastas que também podem passar por mudanças no comando:

  1. Casa Civil - Rui Costa deve ser candidato ao Senado pela Bahia.
  2. Relações Institucionais - Gleisi Hoffmann será candidata à reeleição como deputada federal pelo Paraná.
  3. Secretaria de Comunicação da Presidência - Sidônio Palmeira deve deixar o governo para fazer o marketing da campanha de reeleição do presidente Lula.
  4. Educação - Camilo Santana deve ser candidato ao governo do Ceará.
  5. Transportes - Renan Filho deve ser candidato ao governo de Alagoas.
  6. Esporte - André Fufuca avalia concorrer ao Senado ou ao governo do Maranhão.
  7. Portos e Aeroportos - Silvio Costa Filho planeja ser candidato ao Senado por Pernambuco.
  8. Integração Nacional - Waldez Goés é cotado para ser candidato a senador pelo Amapá.
  9. Planejamento - Simone Tebet é cotada a disputar uma vaga ao Senado por São Paulo.
  10. Meio Ambiente - Marina Silva é cotada para disputar uma vaga ao Senado.
  11. Cidades - Jader Filho deve ser candidato a deputado federal pelo Pará.
  12. Agricultura - Carlos Fávaro será candidato à reeleição para o Senado por Mato Grosso.
  13. Pesca - André de Paula será candidato a deputado federal por Pernambuco.
  14. Igualdade Racial - Anielle Franco avalia ser candidata à deputada federal pelo Rio de Janeiro.
  15. Desenvolvimento Agrário - Paulo Teixeira será candidato à reeleição como deputado por São Paulo.
  16. Empreendedorismo - Marcio França avalia se candidatar ao governo ou a outro cargo por São Paulo.
  17. Minas e Energia - Alexandre Silveira planeja ser candidato ao Senado por Minas Gerais.
  18. Direitos Humanos - Macaé Evaristo deve ser candidata à deputada estadual em Minas Gerais.
  19. Povos Indígenas - Sonia Guajajara deve ser candidata à reeleição como deputada federal por São Paulo.
  20. Cultura - Planalto avalia candidatura de Margareth Menezes à deputada federal pela Bahia, mas ela ainda resiste.
  21. Desenvolvimento, Indústria E Comércio - Geraldo Alckmin deve ser candidato à reeleição como vice-presidente ou disputar um cargo por São Paulo.
  22. Previdência Social - Wolney Queiroz deve ser candidato a deputado federal por Pernambuco.

Ao contrário destes, dois ministros, que atualmente são deputados federais, já anunciaram às suas equipes que não deixarão o governo para serem candidatos:

  • Guilherme Boulos, que recentemente assumiu a Secretaria-Geral da Presidência; e
  • Alexandre Padilha, que permanecerá à frente da Saúde.

Com informações do g1

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