O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, na noite de sábado (13), a realização de um exame de ultrassonografia em Jair Bolsonaro dentro da prisão. Ele está detido em uma sala da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília.
A decisão foi tomada após o pedido da defesa de Bolsonaro, que solicitou a realização do exame no local onde ele está custodiado.
“Diante do exposto, autorizo a realização do exame no local onde o condenado encontra-se custodiado, nos termos requeridos pela defesa”, determinou Moraes, acrescentando que a Polícia Federal e os advogados do ex-presidente deveriam ser informados da decisão.
O pedido para a realização do exame foi feito na última quinta-feira (11), após o próprio ministro determinar que Bolsonaro fosse submetido a uma perícia médica oficial, que deverá ser realizada pela Polícia Federal no prazo de 15 dias.
Na noite de domingo (14), o exame foi realizado pelo médico Bruno Luís Barbosa Cherulli nas regiões inguinais direita e esquerda. O diagnóstico preliminar apontou que o ex-presidente possui duas hérnias inguinais, sendo recomendada a realização de uma cirurgia como tratamento definitivo.
Em declaração no X (ex-Twitter), o advogado João Henrique Nascimento de Freitas afirmou que “os exames identificaram duas hérnias inguinais, e os médicos recomendaram que ele seja submetido a um procedimento cirúrgico, a única forma de tratamento definitivo para o quadro”.
Mais tarde, o advogado Paulo Cunha Bueno, em outro post no X, informou que nesta segunda-feira (15) será renovado o pedido para que Bolsonaro seja hospitalizado e possa realizar a intervenção cirúrgica. “Esperando-se que, diante do resultado da ultrassonografia, seja, finalmente, deferido o pedido, independentemente de perícia policial”, escreveu o defensor.
Com informações da Agência Brasil e CNN Brasil
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