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Febre do Nilo Ocidental: Imbituba (SC) reforça cuidados para prevenção após morte de idosa

Trata-se do primeiro óbito pela doença registrado na história do estado.
Foto: Freepik/Reprodução

Redação PIXTV (Site)

25 de agosto de 2026

atualizado às 14:38

A Vigilância em Saúde de Imbituba, no Sul de Santa Catarina, reforçou o alerta à população para os cuidados de prevenção contra a Febre do Nilo Ocidental (FNO) após a confirmação, na última semana, da primeira morte pela doença no estado. A vítima era uma mulher de 77 anos, moradora do município.

Após a confirmação do diagnóstico, a 20ª Regional de Saúde iniciou uma investigação epidemiológica para apurar as circunstâncias do caso. As equipes continuam acompanhando a situação e levantando informações para ampliar o conhecimento sobre a circulação da doença em Imbituba.

Segundo os dados levantados até o momento, a paciente não havia realizado viagens, o que indica que a infecção pode ter ocorrido no próprio município. Informações sobre eventuais comorbidades ou outras condições de saúde não foram divulgadas por questões de sigilo e proteção de dados.

Como ocorre a transmissão

A Febre do Nilo Ocidental é uma infecção causada por um arbovírus, da mesma categoria de doenças como dengue, Zika, chikungunya e febre amarela.

A transmissão ocorre pela picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex, conhecido popularmente como pernilongo.

Algumas espécies de aves silvestres são hospedeiras naturais do vírus e podem servir como fonte de infecção para os mosquitos. Já seres humanos e equídeos são considerados hospedeiros acidentais e terminais, ou seja, não participam da manutenção do ciclo de transmissão.

Vigilância reforça cuidados

A orientação das equipes de saúde é que a população adote medidas para reduzir a exposição aos mosquitos, principalmente durante o amanhecer e o entardecer, períodos de maior atividade do vetor.

Entre as principais recomendações estão:

  • usar repelente;
  • evitar a exposição aos mosquitos, principalmente ao amanhecer e ao entardecer;
  • instalar telas em portas e janelas, quando possível;
  • evitar água parada e locais sem saneamento básico;
  • não jogar lixo em valas, valetas ou às margens de córregos, rios e riachos;
  • evitar, sempre que possível, o contato ou manuseio de animais mortos.

Segundo a Vigilância em Saúde, o Culex é um mosquito comum e as medidas de prevenção são importantes para reduzir a exposição não apenas à Febre do Nilo Ocidental, mas também a outras doenças transmitidas por mosquitos.

Maioria dos infectados não apresenta sintomas

A estimativa é de que cerca de 20% das pessoas infectadas pelo vírus desenvolvam sintomas. Na maioria dos casos, quando aparecem, eles são leves. Muitas pessoas infectadas não apresentam qualquer sintoma.

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