A Justiça do Rio retomou na manhã desta segunda-feira (25) o julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de Monique Medeiros pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em março de 2021.
A sessão, realizada no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro, foi aberta pela juíza Elizabeth Machado Louro, mas, logo no começo, a banca de defesa de Jairinho solicitou adiar o júri, alegando que um dos advogados teve um infarto no sábado (23).
Jairinho disse que pediu a destituição dos advogados e afirmou que o advogado Fabiano Lopes é o único com condições de inquirir testemunhas de outros processos de acusações de agressão contra ele.
“A única pessoa que tem condição de inquirir essas pessoas é o doutor Fabiano. Disseram para mim que a equipe dele não poderia tocar esse trabalho. Fica impossível eu ser defendido neste momento, e ele (Fabiano) que tem o conhecimento dos fatos. O que eu mais queria hoje era começar esse plenário e terminar, mas estou indefeso”, alegou o réu.
Essa é a 3ª tentativa de postergar o julgamento em 1 semana — outros pleitos haviam sido rejeitados pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Os dois réus estão presos e respondem por uma série de crimes relacionados à morte da criança, incluindo homicídio qualificado e tortura.
O promotor Fábio Vieira afirmou que espera que o júri dure de 5 a 7 dias. Ele disse haver provas da participação de Jairinho e da omissão de Monique para o crime.
“Há provas robustas no sentido de que Jairo mata a criança e de que Monique, sabendo há muito tempo que ela vinha passando por essa situação, se mantém inerte”, disse o promotor.
Manobra em março
O julgamento havia começado em março deste ano, mas foi interrompido após os advogados de Jairinho abandonarem o plenário em uma tentativa de forçar o adiamento da sessão.
Henry morreu no dia 8 de março de 2021após dar entrada no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, já em parada cardiorrespiratória.
Inicialmente, o caso foi tratado como um possível mal súbito, mas exames periciais identificaram múltiplas lesões e sinais de agressão. A investigação passou então a apontar homicídio e tortura.
O Ministério Público sustenta que Henry foi vítima de agressões reiteradas praticadas por Jairinho e que Monique, mãe do menino, tinha conhecimento das violências e se omitiu. As defesas negam os crimes e afirmam que houve falhas na investigação e nas perícias.
Fonte: g1
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