A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) concluiu, na noite desta terça-feira (3), a investigação sobre o ataque que resultou na morte do cão comunitário Orelha, agredido no dia 4 de janeiro na Praia Brava, em Florianópolis. O animal não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte, 5 de janeiro. Apesar de, inicialmente, haver a suspeita da participação de ao menos quatro adolescentes, o crime foi atribuído a apenas um deles.
A corporação informou que foi solicitado o pedido de internação do adolescente, medida equivalente à prisão no sistema adulto. Segundo a investigação, ele viajou para a Disney logo após o ataque a Orelha e retornou ao país em 29 de janeiro, quando foi abordado pelas autoridades ainda no aeroporto.
De acordo com os laudos da Polícia Científica, ele sofreu uma pancada contundente na cabeça, que pode ter sido por um chute ou algum objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa.
Para chegar ao autor do crime, a Polícia Civil analisou mais de mil horas de filmagens da região, registradas por 14 equipamentos. Ao todo, 24 testemunhas foram ouvidas e oito adolescentes chegaram a ser investigados. A apuração reuniu ainda provas materiais, como as roupas usadas pelo autor no dia do crime, identificadas em imagens. Um software francês utilizado pela Polícia também analisou a localização do responsável durante o ataque ao cão Orelha.
Confira informações sobre a investigação no INFOGRÁFICO.
Além disso, no caso Orelha, foram indiciados três adultos por coação a testemunha.
10 pontos que levaram a Polícia ao autor:
- Testemunhas que estavam no local e no dia do crime.
- Confirmação, por meio de imagens, de que as testemunhas estavam no local e no horário informados.
- Análise de geolocalização do telefone do autor, realizada com o auxílio de software francês.
- Confirmação, por câmeras de segurança, de que o autor estava no local e no horário do crime.
- Contradições e mentiras no depoimento do adolescente sobre sua localização.
- Confirmação, por meio da portaria eletrônica do prédio, do horário de saída do adolescente.
- Boné rosa utilizado no dia do crime encontrado em posse do autor.
- Moletom usado no dia do crime encontrado em posse do autor.
- Coação de testemunhas por parte de familiares do autor.
- Uso de software israelense para recuperação de dados apagados dos celulares dos investigados.
Cão Caramelho
No caso do Caramelo, quatro adolescentes foram representados, ou seja, houve a instauração de um inquérito policial. Segundo a polícia, os rapazes tentaram afogar o animal no mar. Caramelo conseguiu escapar dos agressores e foi adotado pelo delegado-geral da PCSC, Ulisses Gabriel.
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