A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (17), a Operação Papagaio para desarticular um grupo criminoso que utilizava motoboys para realizar a tele-entrega de drogas em diferentes regiões de Porto Alegre. A organização também é investigada pelo comércio ilegal de armas de fogo.
A ofensiva foi coordenada pela 1ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico (1ªDIN), do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc). Ao todo, foram cumpridos 29 mandados de prisão e 36 de busca e apreensão em Porto Alegre e Alvorada. Também houve ações em unidades do sistema prisional em Charqueadas, Canoas e na Capital gaúcha.
Até às 9h34, onze pessoas já tinham sido presas. Durante a operação, os policiais também apreenderam cerca de R$ 30 mil em dinheiro, nove tijolos de cocaína e um celular.




Investigação
Segundo o delegado Ewerton Melo, as investigações começaram após uma denúncia que apontava a existência de um esquema estruturado de entrega de drogas, com atuação predominante na zona sul da Capital. Um dos investigados seria responsável pela logística das entregas e pelo armazenamento de entorpecentes, armas e valores em dinheiro.
Ao longo das diligências, a polícia apreendeu duas pistolas, um revólver, munições e carregadores, além de porções de cocaína e maconha, comprimidos de ecstasy, celulares e materiais utilizados para fracionar e embalar as drogas.
A quebra de sigilo telefônico e telemático permitiu identificar os demais integrantes do grupo e comprovar a dinâmica da organização criminosa. De acordo com o delegado, o esquema funcionava como uma “empresa do tráfico”, com divisão de tarefas e controle rigoroso das vendas.
“As investigações demonstraram que a organização estruturou duas frentes de tele-entrega, cada uma com diversos motoboys responsáveis pela distribuição de drogas nas regiões central, sul e leste de Porto Alegre”, afirmou.
As substâncias comercializadas incluíam cocaína, maconha, ecstasy, LSD e MDMA. As drogas eram fracionadas em malotes com cerca de 50 porções, e os repasses financeiros eram monitorados por meio de planilhas e grupos de mensagens.
Em apenas um turno de trabalho, segundo a polícia, um único entregador chegou a comercializar mais de 100 porções de cocaína. Também foram encontrados registros que indicam a produção semanal de aproximadamente mil porções da droga, com valor estimado superior a R$ 50 mil.
Além do tráfico, o grupo também atuava na venda ilegal de armas de fogo. Conversas interceptadas revelaram negociações envolvendo pistolas e revólveres, incluindo uma pistola calibre .380 e um revólver calibre .38, com valores que chegavam a R$ 11 mil.
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