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Ofensiva com 80 policiais mira grupo especializado em roubo de cargas em cidades gaúchas

Polícia Civil cumpriu 18 mandados em cinco cidades; grupo tinha como principal alvo carregamentos de tintas.
Fotos: PCRS/Divulgação

Redação PIXTV (Site)

8 de janeiro de 2026

atualizado às 10:14

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta quinta-feira (8), a Operação Stagnum, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável por reiterados roubos de cargas na Região Metropolitana de Porto Alegre ao longo de 2025, especialmente de grandes volumes de tintas. A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão ao Roubo e Furto de Cargas (DRFC), vinculada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Cerca de 80 policiais civis participaram da operação, que cumpriu 18 mandados de busca e apreensão nos municípios de Alvorada, Canoas, Gravataí, São Leopoldo e Balneário Pinhal. Durante as diligências, foram apreendidas quatro armas de fogo, latas de tinta e carnes roubadas. Um homem foi preso em flagrante pelo crime de receptação.

Investigação

O principal crime atribuído ao grupo ocorreu em 7 de novembro de 2025, quando quatro caminhões carregados com latas de tinta, pertencentes a uma empresa de logística, foram roubados em Canoas, na Região Metropolitana.

Segundo o delegado André Serrão, titular da DRFC/Deic, a ação criminosa se destacou pelo alto grau de planejamento e sofisticação. “Foi uma operação coordenada, com cerca de dez indivíduos encapuzados e armados, que renderam e amarraram os funcionários. Os criminosos demonstraram possuir informações privilegiadas sobre o funcionamento da empresa”, afirmou. De acordo com o delegado, imagens analisadas pela polícia mostram o uso de diversas empilhadeiras, o que indica a participação de pessoas experientes e uma clara divisão de tarefas.

Ainda conforme a investigação, parte da carga foi localizada posteriormente em um galpão abandonado em Canoas. Um dos caminhões chegou a retornar vazio à empresa, possivelmente para um novo carregamento, mas acabou sendo abandonado. Os outros três veículos foram recuperados.

Durante o avanço das diligências, a polícia identificou dois suspeitos comercializando tintas com as mesmas características das roubadas em plataformas on-line, por valores muito abaixo do mercado. Após o início das investigações, os anúncios foram retirados do ar.

A Polícia Civil também identificou a região da Rua do Açude, em Alvorada, como um dos principais redutos da organização criminosa. O local seria utilizado para o transbordo e armazenamento das cargas roubadas e estaria ligado a um núcleo familiar com extenso histórico criminal. Veículos usados nos crimes também foram mapeados, incluindo automóveis clonados e um carro registrado em nome da mãe de um suspeito com vasta ficha criminal.

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e apurar a extensão da atuação do grupo criminoso.

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