A Polícia Civil, por meio da 3ª e 5ª Delegacias de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Porto Alegre, deflagrou na manhã desta terça-feira (22) a Operação Espólio, em conjunto com a Brigada Militar. A ofensiva, planejada dentro das diretrizes do protocolo estadual de enfrentamento aos homicídios, teve como objetivo desarticular parte das estruturas de organizações criminosas atuantes no Rio Grande do Sul, com foco na Zona Norte da capital.
Ao todo, foram cumpridas 51 ordens judiciais — sendo 18 mandados de prisão preventiva e 33 de busca e apreensão — nas cidades de Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha e Osório. Até o momento, 17 pessoas foram presas. Também foram apreendidos drogas, celulares e dinheiro.
Os alvos vão desde lideranças de facções até indivíduos envolvidos diretamente na execução de homicídios e no tráfico de drogas.
Segundo os delegados Thiago Zaidan e Daniel Queiroz, titulares da 3ª e 5ª DHPP, respectivamente, a investigação foi feita em conjunto pelas duas delegacias, já que os suspeitos atuavam em áreas como a Vila São Borja e o Passo das Pedras, abrangidas por ambas as unidades.
“As investigações, que duram pouco mais de um ano, responsabilizam os investigados pela prática de homicídios qualificados, tráfico de entorpecentes, além do delito de integração de organização criminosa, vez que parte da investigação tramita na Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa”, detalhou a corporação.
Entre os crimes apurados, está um duplo homicídio consumado e uma dupla tentativa de homicídio, ocorrido em 24 de abril de 2024, na Rua Senhor do Bom Fim, bairro Sarandi, praticados por lideranças que foram alvo da operação de hoje.
O diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, delegado Mario Souza, destacou a importância da ofensiva:
“A operação deflagrada na data de hoje segue o protocolo estadual de enfrentamento aos homicídios, vez que responsabiliza todos os integrantes da cadeia criminosa pela prática de delitos contra a vida. Esta é uma operação especial, com investigação complexa, realizada para responsabilizar líderes, intermediários e executores nas medidas de suas culpabilidades”, destacou Souza.




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