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Fraudes no Hospital de Imaruí (SC): segunda fase de operação cumpre mandados em 3 cidades

Apurações apontam suposto esquema envolvendo registros fraudulentos de internações, cobranças hospitalares indevidas e possível desvio de recursos públicos destinados à unidade.
Foto: MPSC

Redação PIXTV (Site)

23 de outubro de 2026

atualizado às 11:22

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), cumpriu três mandados de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira (23), em Florianópolis, São José e Imaruí. A ação faz parte da segunda fase da Operação Prontuário Frio, que apura suspeitas de irregularidades na gestão do Hospital de Imaruí.

A investigação apura a possível prática de crimes contra a administração pública relacionados à gestão do Hospital de Imaruí. Conforme os indícios levantados até o momento pelas autoridades, teriam sido realizados lançamentos fraudulentos em sistemas de informação utilizados pela unidade hospitalar para viabilizar cobranças indevidas por internações custeadas com recursos públicos. 

As apurações também indicam suspeitas de pagamentos por serviços médicos que não teriam sido efetivamente prestados, além da possível utilização de recursos vinculados ao hospital para o pagamento de despesas particulares e repasses a terceiros sem vínculo comprovado com os serviços da instituição. 

Esta fase da operação decorre de provas e informações obtidas durante a primeira etapa da investigação, que permitiram identificar novas circunstâncias relacionadas aos fatos investigados e a possível participação de outros envolvidos. 

Durante o cumprimento dos mandados, foram recolhidos aparelhos eletrônicos, documentos físicos e digitais, além de registros contábeis e financeiros que poderão contribuir para o esclarecimento dos fatos e para a identificação da origem, movimentação e destinação dos recursos sob investigação. 

As investigações prosseguem sob sigilo judicial, e novas informações poderão ser divulgadas assim que houver publicidade dos autos, disse o MPSC.

Origem do nome Prontuário Frio

O órgão explicou que o nome “Prontuário Frio” faz referência à suspeita de uso irregular de registros hospitalares e de informações sobre internações de pacientes que, segundo a investigação, teriam sido utilizados para justificar cobranças indevidas e viabilizar a destinação irregular de recursos públicos.

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