A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (12) o regime de urgência para o Projeto de Lei 1904/24, que equipara o aborto de gestação acima de 22 semanas ao homicídio, aumentando de dez para 20 anos a pena máxima para quem fizer o procedimento.
Os projetos com urgência podem ser votados diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.
O texto fixa em 22 semanas de gestação o prazo máximo para abortos legais. Hoje em dia, a lei permite o aborto nos casos de estupro, de risco de vida à mulher e de anencefalia fetal (quando não há formação do cérebro do feto). Atualmente, não há no Código Penal um tempo máximo de gestação para o aborto legal.
O aborto não previsto em lei é punido com penas que variam de um a três anos, quando provocado pela gestante ou com seu consentimento, e de três a dez anos, quando quem provocar um aborto sem o consentimento da gestante.
Caso o projeto seja aprovado, a pena máxima para esses casos passa a ser de 20 anos nos casos de abortos cometido acima das 22 semanas, igual a do homicídio simples previsto no artigo 121 do Código Penal.
Delação
Os deputados também aprovaram hoje o regime de urgência para o Projeto de Lei 4372/16, que invalida a homologação da delação premiada de réu preso.
Fonte: Agência Brasil
VEJA TAMBÉM:
- Condenado por matar homem a tiros e golpes de facão na Bahia é preso em cidade de SC
- Governo e Câmara dos Deputados fecham acordo para fim da 6×1 e 40 horas semanais
- Câmara dos Deputados aprova MP que prevê renovação automática de CNH; texto segue para o Senado
- Morte de irmão de músico da banda de Alexandre Pires: PCSC divulga imagem de suspeito foragido
- Caso Moïse Mugenvi: justiça condena a 18 anos de prisão terceiro acusado da morte de congolês em 2022
- Suspeitos de matar jovem sem ligação com o crime em Alvorada (RS) são presos em operação interestadual






