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RS: operação prende suspeitos ligados a chacina em Cidreira

Prisões ocorreram em cinco municípios do Estado. Cinco pessoas foram assassinadas em 10 de abril.
Polícia Civil deflagrou Operação Poseidon nesta terça-feira. | Foto: PCRS/Divulgação

Redação PIXTV (Site)

30 de abril de 2024

atualizado às 16:08

Três suspeitos de envolvimento em uma chacina que deixou cinco mortos em Cidreira, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, foram presos nesta terça-feira (30). As prisões ocorreram durante a Operação Poseidon, coordenada pela 6° Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Porto Alegre (DPHPP) e pela Delegacia da cidade.

Na ação, que contou com o apoio da Brigada Militar, foram cumpridas 20 ordens judiciais nos municípios de Balneário Pinhal, Balneário Quintão, Viamão, Gravataí e Porto Alegre. Além das prisões, os agentes também apreenderam diversos celulares.

Chacina deixou 5 mortos

De acordo com a Polícia Civil, os assassinatos de cinco homens ocorreram em 10 de abril em empresas de reciclagem localizadas na Rua 22, no bairro Parque dos Pinos. 

Segundo informações do g1, três vítimas foram baleadas e duas morreram carbonizadas em um incêndio. Elas foram identificadas como Édison Espíndola, 61 anos; Giam Brisola, de 19; Luiz Alberto Xavier, de 68; Luiz Cláudio Canabarro dos Santos, de 44; e Florindo Pedroso, de 66.

Na ocasião, os suspeitos tentaram matar outros três indivíduos. Além disso, os responsáveis atearam fogo numa das empresas de reciclagem e roubaram um automóvel e dois smartphones.

“No mínimo, cinco pessoas participaram deste crime. Eles pegaram um carro, vieram da Região Metropolitana e seguiram até Pinhal. Se hospedaram numa pousada e foram praticar o crime. Roubaram, inclusive, o veículo de uma das vítimas”, afirmou o delegado Antônio Carlos Ractz Júnior, responsável pela investigação.

A principal linha de investigação aponta que a motivação do crime seria disputa entre facções criminosas. De acordo com a polícia, parte das vítimas só estava nos locais vendendo produtos recicláveis quando os criminosos chegaram. 

“Eles, inclusive, atearam fogo num dos locais depois, para demonstrar a gravidade. Era um recado que o crime organizado queria dar. É uma disputa entre facções. O objetivo deles é atacar pontos rivais, matando e aterrorizando. Agora a intervenção da polícia vem para esclarecer o crime, prender os executores, vamos continuar as buscas pelos mandantes. Vamos seguir essa investigação atrás das lideranças e agindo para que não aconteçam novas agressões entre eles. Foi um crime fora da curva, o único homicídio múltiplo do ano no Estado”, disse o delegado.

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