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Sobe para 65 número de mortes após chuvas no litoral norte de SP

Redação PIXTV (Digital)

28 de fevereiro de 2023

atualizado às 18:49

O número de mortes confirmadas pelas chuvas históricas que arrasaram o litoral norte do estado de São Paulo subiu para 65, informou o governo paulista neste domingo (26), após a descoberta de um corpo uma semana após o temporal.

“Até o momento, 65 óbitos foram confirmados, sendo 64 em São Sebastião e um em Ubatuba”, dos quais já foram identificados “21 homens adultos, 17 mulheres adultas e 19 crianças”, informou em nota divulgada à noite o governo do estado, que mais cedo havia reportado 64 mortes.

São Sebastião, um balneário turístico situado a cerca de 200 km da cidade de São Paulo, recebeu mais de 680 milímetros de chuva em um período de 24 horas no fim de semana passado, mais que o dobro do esperado para todo o mês e o maior volume acumulado em um dia na história do Brasil, segundo as autoridades.

Após a descoberta de outro corpo na tarde do último domingo, as autoridades concluíram as buscas por desaparecidos na região mais afetada pelo temporal, a localidade de Vila do Sahy, segundo a GloboNews, citando fontes da Defesa Civil. Mais de 2.400 pessoas continuavam fora de suas casas, segundo o último balanço oficial.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) alertou a população de São Sebastião sobre o risco de que ocorram “deslizamentos residuais” nas próximas horas, devido a “pancadas de chuvas isoladas” previstas para esta segunda-feira (27) na região.

No entanto, “não se trata de eventos generalizados, nem com a mesma magnitude dos eventos do final de semana”, ponderou.

Na quinta-feira passada, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, admitiu que o sistema de alerta à população por mensagens SMS não foi suficiente para evitar a tragédia, e anunciou a instalação de sirenes em áreas de risco e a construção de casas para os desabrigados.

Segundo os especialistas, eventos extremos como este são causados pela combinação dos efeitos da mudança climática com a urbanização desordenada.

Cerca de 9,5 milhões de pessoas vivem em áreas de risco no Brasil, sujeitas a deslizamentos e inundações.

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