A Aldeia Indígena Guarani Tekoá Marangatu, localizada no Rio D’Una, em Imaruí, no Sul de Santa Catarina, recebeu o projeto “Caminhos Abertos no Território – Ferramentas de Gestão Aplicada”. Durante um mês, a iniciativa promoveu a formação gratuita em gestão cultural, oportunizando aos indígenas a apresentação de ferramentas que contribuem para a continuidade dos saberes e das festividades da aldeia. Além disso, 2 membros do território indígena integraram a equipe técnica, com consultória pedagógica e produção.
Ao todo foram cinco encontros de três horas, com atividades práticas sobre planejamento, organização, gestão de pessoas, comunicação, acessibilidade, captação e administração de recursos. As aulas foram ministradas em agosto, pelo produtor cultural Djin Samsa, da Desvioz Produções. “Mapeamos os modos de organização praticados dentro da comunidade e apresentamos ferramentas para serem aplicadas, com respeito ao modo de vida do território”, comenta Samsa.

Uma resposta emergente para a salvaguarda
Realizado em formato presencial, no Centro Cultural Tekoá Marangatu, as aulas surgiram de uma necessidade da própria comunidade indigena. Segundo o educador e produtor indígena Aládio Kuaray, nos últimos anos, a aldeia tem enfrentado desafios: a escassez de recursos e o acesso limitado à formação técnica, para a realização de eventos tradicionais como a Corrida Rústica, as Olimpíadas Guarani e a Semana Cultural.
Dificuldades que colocam em risco a perpetuidade da cultura indígena Guarani. Diante do contexto, a produtora Desvioz Produções criou o projeto “Caminhos Abertos no Território – Ferramentas de Gestão Aplicada”, como uma resposta emergente para a sustentabilidade das práticas culturais da Aldeia Indígena Tekoá Marangatu. Uma forma de contribuir para a salvaguarda e a transmissão do modo de vida guarani, para as próximas gerações.
Destaca-se ainda que todo o conteúdo prática dos encontros foram adaptados à realidade sociocultural da aldeia, ao contar com a participação de membros da comunidade, incluindo consultoria pedagógica e produção local. O projeto também contou com ações de acessibilidade na divulgação digital, como uso de linguagem simples e audiodescrição em publicações nas redes sociais.




Recurso e realização
Ao todo, 12 trabalhadores do Norte ao Sul de Santa Catarina estão envolvidos na equipe técnica, com profissionais nas áreas de coordenação, produção executiva, consultoria pedagógica, produção local, design, social media, acessibilidade e assessoria de imprensa. O projeto “Caminhos Abertos no Território – Ferramentas de Gestão Aplicada” foi selecionado no Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura – Edição 2025, realizada com recursos do Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC).
Texto e fotos: Kamila Melo/Assessoria de Imprensa/Artesã das Palavras
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