No Mês da Dermatite Atópica, a Mustela apresenta um estudo inédito no Brasil voltado à avaliação dos cuidados com a dermatite atópica em peles negras. Realizado com 68 crianças e adultos dos fototipos IV, V e VI da Escala de Fitzpatrick (classificação dermatológica que considera a resposta da pele à exposição solar e é utilizada como referência para identificar diferentes tons de pele), o estudo clínico é o primeiro da marca realizado no país.
A pesquisa avaliou, durante 28 dias, a aceitação e a eficácia do Stelatopia+ Hidratante Relipidante Antiprurido Orgânico Certificado, primeiro produto do portfólio da Mustela testado em todos os fototipos. Entre os participantes, 85% relataram alívio imediato e duradouro das sensações de desconforto, repuxamento e coceira.
O estudo contribui para ampliar a representatividade de diferentes tons de pele nas pesquisas dermatológicas, um recorte importante, já que os sinais visíveis da dermatite atópica podem variar de acordo com a pigmentação. Enquanto em peles mais claras a inflamação costuma ser identificada pela vermelhidão, em tons mais escuros as áreas afetadas podem adquirir coloração acinzentada, arroxeada ou marrom-escura.
Essas diferenças na aparência, na intensidade e nos locais de ocorrência das manifestações podem dificultar o reconhecimento da dermatite atópica e a avaliação de sua gravidade em peles escuras, conforme apontam referências científicas sobre o tema.
“Ampliar a presença de peles negras nos estudos clínicos é um passo muito importante para produzir evidências mais representativas e apoiar cuidados capazes de considerar essas particularidades. Ao incluir pessoas dos fototipos IV, V e VI, contribuímos com uma dermatologia mais inclusiva, uma vez que, segundo o IBGE, vivemos em um país com mais de 55,5% de pessoas declaradamente negras”, afirma Paula Fernandes, gerente de assuntos médicos da Mustela Brasil.
Incidência de Dermatite Atópica no Brasil
A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica que pode alternar períodos de melhora e piora. Entre seus sintomas mais comuns estão ressecamento intenso, vermelhidão, coceira, irritação, desconforto e sensação de repuxamento.
No Brasil, dados da fase III do International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC), publicados em 2006, indicaram que 12,1% das crianças de 6 a 7 anos e 10,2% dos adolescentes de 13 a 14 anos já haviam tido eczema diagnosticado por um médico — manifestação associada à dermatite atópica. Mais recentemente, um inquérito populacional realizado em 2023, com cerca de 300 mil pessoas em 88 municípios brasileiros, estimou a prevalência de dermatite atópica em 2,3% da população, sendo 2,8% entre mulheres e 1,8% entre homens. Os dados são apresentados pelo Ministério da Saúde no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Dermatite Atópica.
Em peles negras, a inflamação nem sempre apresenta a vermelhidão frequentemente associada à doença. As lesões podem assumir outros tons e ser acompanhadas por hiperpigmentação, quando a região fica mais escura que a pele ao redor, ou hipopigmentação, quando fica mais clara.
Apesar dessas particularidades, ainda são escassos no Brasil os estudos que analisam especificamente como a dermatite atópica se manifesta e impacta a população negra. Segundo a Dra. Katleen da Cruz Conceição, dermatologista titulada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e referência no cuidado da pele negra, o país ainda não dispõe de registros nacionais robustos com esse recorte.
“Pesquisas que incluam diferentes fototipos podem gerar dados mais próximos da nossa realidade e contribuir para diagnósticos mais precisos, uma melhor avaliação da gravidade da doença e uma prática dermatológica mais adequada à diversidade da população brasileira”, afirma a especialista.
Por ser uma condição que pode acompanhar diferentes fases da vida, a dermatite atópica exige atenção contínua. A hidratação e os cuidados durante o banho ajudam a preservar a barreira cutânea e integram o manejo cotidiano da pele muito seca ou com tendência atópica, mas não substituem o acompanhamento médico e o tratamento indicado para cada caso.
Representatividade na pesquisa dermatológica
A realização do estudo integra o trabalho da Mustela para desenvolver produtos e produzir conhecimento que considerem diferentes tipos, condições e tons de pele. Com mais de 75 anos de pesquisa dermatológica, a marca desenvolve suas fórmulas em colaboração com profissionais de saúde e realiza testes de eficácia e tolerabilidade antes de disponibilizá-las ao público.
“Desenvolver produtos de cuidados com a pele exige reconhecer que as experiências e as necessidades não são iguais para todas as pessoas. A inclusão de peles negras nesta pesquisa amplia nossa compreensão sobre a dermatite atópica e fortalece o compromisso da Mustela com uma inovação baseada em evidências, representatividade e diversidade. A escolha do Brasil pela matriz francesa para a realização desse estudo também é muito significativa: somos um país marcado pela diversidade de tons de pele e nos orgulha contribuir para a produção de conhecimento capaz de representar melhor a nossa população”, afirma Marilla Mesquita, diretora de Marketing, Vendas e ESG da Mustela Brasil.
Para atender às diferentes etapas da rotina de cuidados com peles secas, extremamente secas ou com tendência atópica, a linha Stelatopia reúne soluções de limpeza e hidratação. O Stelatopia+ Hidratante Relipidante Antiprurido Orgânico Certificado, produto avaliado no estudo clínico, é voltado à hidratação e à preservação da barreira cutânea. Já o Gel Lavante e o Óleo de Banho foram desenvolvidos para a limpeza da pele durante o banho.
O Gel Lavante e o Óleo de Banho possuem 98% de ingredientes de origem natural, fórmulas veganas e sem fragrância. O hidratante, por sua vez, reúne 99% de ingredientes de origem natural, entre eles o Óleo Destilado de Girassol Orgânico e o prebiótico Bioecolia®. A combinação integra um complexo de ativos patenteado que ajuda a reduzir a probabilidade de contaminação da pele e exerce efeito antirrecidiva, limitando a frequência dos picos intensos de ressecamento.
Referência em cuidados para todos os tons, idades, climas e tipos de pele, a Mustela mantém linhas desenvolvidas para atender necessidades específicas, priorizando fórmulas seguras e com ingredientes de origem natural. A marca pertence ao Laboratório Expanscience, primeiro laboratório dermocosmético do mundo a obter a certificação B Corp, e integra a esse trabalho compromissos relacionados à preservação de recursos naturais, à redução de impactos sobre os ecossistemas, ao abastecimento responsável de matérias-primas e à geração de valor para a sociedade.
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