Ricardo Lewandowski e Fernando Haddad vão deixar o primeiro escalão do governo Lula ainda no começo deste ano. O ministro da Justiça sinalizou intenção de encerrar suas atividades já em janeiro, enquanto o ministro da Fazenda pode permanecer até fevereiro. No entanto, ambos querem se desligar dos cargos o quanto antes.
Segundo informações do g1, Lewandowski já havia comunicado a decisão ao presidente no ano passado, mas pediu para antecipar o desligamento da pasta, de preferência até sexta-feira (9).
O governo avalia aproveitar a saída do magistrado para desmembrar a pasta em duas, recriando o Ministério da Segurança Pública. A possibilidade de manter um interino no comando do ministério também perdeu força. A previsão é da jornalista Isabel Mega, da CNN.
Segundo a analista política, entre os nomes cogitados para ocupar as duas funções estão Vinícius de Carvalho, atual ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), e Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF).
Haddad ainda avalia próximos passos
Em dezembro do ano passado, Fernando Haddad informou que pretendia deixar o cargo para colaborar com a campanha presidencial de 2026. À época, declarou: “Manifestei o desejo de colaborar com a campanha do presidente Lula. E isso é incompatível com os requisitos da Fazenda”.
Apesar disso, o futuro político do ministro segue indefinido. Dentro do PT, a expectativa é que Haddad dispute o governo de São Paulo ou uma vaga no Senado.
No Ministério da Fazenda, a sucessão já estaria encaminhada, com a possível efetivação do atual secretário-executivo, Dario Durigan, no comando da pasta.
Ano será de muitas mudanças na Esplanada dos Ministérios
O Palácio do Planalto calcula que até 24 ministros podem deixar seus cargos nos próximos meses para disputar as eleições deste ano, segundo informou o g1.
A legislação eleitoral determina que ministros que pretendem concorrer precisam se desincompatibilizar das funções até seis meses antes do pleito, ou seja, até 4 de abril.
Além dos ministérios da Justiça e da Fazenda, veja as outras pastas que também podem passar por mudanças no comando:
- Casa Civil – Rui Costa deve ser candidato ao Senado pela Bahia.
- Relações Institucionais – Gleisi Hoffmann será candidata à reeleição como deputada federal pelo Paraná.
- Secretaria de Comunicação da Presidência – Sidônio Palmeira deve deixar o governo para fazer o marketing da campanha de reeleição do presidente Lula.
- Educação – Camilo Santana deve ser candidato ao governo do Ceará.
- Transportes – Renan Filho deve ser candidato ao governo de Alagoas.
- Esporte – André Fufuca avalia concorrer ao Senado ou ao governo do Maranhão.
- Portos e Aeroportos – Silvio Costa Filho planeja ser candidato ao Senado por Pernambuco.
- Integração Nacional – Waldez Goés é cotado para ser candidato a senador pelo Amapá.
- Planejamento – Simone Tebet é cotada a disputar uma vaga ao Senado por São Paulo.
- Meio Ambiente – Marina Silva é cotada para disputar uma vaga ao Senado.
- Cidades – Jader Filho deve ser candidato a deputado federal pelo Pará.
- Agricultura – Carlos Fávaro será candidato à reeleição para o Senado por Mato Grosso.
- Pesca – André de Paula será candidato a deputado federal por Pernambuco.
- Igualdade Racial – Anielle Franco avalia ser candidata à deputada federal pelo Rio de Janeiro.
- Desenvolvimento Agrário – Paulo Teixeira será candidato à reeleição como deputado por São Paulo.
- Empreendedorismo – Marcio França avalia se candidatar ao governo ou a outro cargo por São Paulo.
- Minas e Energia – Alexandre Silveira planeja ser candidato ao Senado por Minas Gerais.
- Direitos Humanos – Macaé Evaristo deve ser candidata à deputada estadual em Minas Gerais.
- Povos Indígenas – Sonia Guajajara deve ser candidata à reeleição como deputada federal por São Paulo.
- Cultura – Planalto avalia candidatura de Margareth Menezes à deputada federal pela Bahia, mas ela ainda resiste.
- Desenvolvimento, Indústria E Comércio – Geraldo Alckmin deve ser candidato à reeleição como vice-presidente ou disputar um cargo por São Paulo.
- Previdência Social – Wolney Queiroz deve ser candidato a deputado federal por Pernambuco.
Ao contrário destes, dois ministros, que atualmente são deputados federais, já anunciaram às suas equipes que não deixarão o governo para serem candidatos:
- Guilherme Boulos, que recentemente assumiu a Secretaria-Geral da Presidência; e
- Alexandre Padilha, que permanecerá à frente da Saúde.
Com informações do g1
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