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Caso lembra filme “A Órfã”: mulher de 37 anos finge ter 12 e engana família adotiva por mais de um ano em SC

Ela foi presa sob suspeita de estelionato e falsa identidade.
Mulher fingia ter 12 anos. | Foto: PCSC/Divulgação

Redação PIXTV (Site)

3 de junho de 2026

atualizado às 14:19

Uma mulher de 37 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil de Santa Catarina após se passar por uma adolescente de 12 anos e viver por cerca de 14 meses com uma família em Joinville, no Norte do estado.

A prisão foi realizada pela 6ª Delegacia de Polícia de Joinville na residência das vítimas, localizada no distrito de Pirabeiraba. Segundo a investigação, a suspeita utilizava o nome falso de “Gabriele” e mantinha uma identidade fictícia para enganar a família.

De acordo com a Polícia Civil, para sustentar o disfarce e conquistar a confiança dos moradores da casa, a mulher afirmava ser portadora de autismo e de outras condições clínicas. Ela também justificava sua aparência física adulta alegando que seus traços eram consequência do uso forçado de hormônios durante a infância.

Ainda conforme os investigadores, a suspeita adotava comportamentos infantilizados para reforçar a falsa identidade. Entre as atitudes observadas estavam o uso frequente de chupetas, mamadeiras e objetos lúdicos.

As diligências apontaram que a mulher já possui antecedentes por crimes semelhantes em outros estados do país. Segundo a polícia, ela acumula registros por golpes idênticos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Durante o interrogatório, a investigada confessou o crime. Ela foi autuada pelos crimes de estelionato e falsa identidade, e encaminhada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanece à disposição da Justiça.

Como a mulher chegou à família?

Segundo o delegado Rodrigo Bueno Gusso, a mulher chegou até a família após procurar uma igreja em Joinville e relatar ao pastor ter fugido do Pará por sofrer maus-tratos. 

Sem documentos e se passando por adolescente, ela foi acolhida pela comunidade religiosa, que a ajudou financeiramente. A família que a adotou também frequenta a igreja.

“A menina não ia para a escola porque conseguiu convencer a família adotiva de que, se fosse para a escola, o ‘pai abusador’ saberia onde ela está”, comentou o delegado ao g1.

Com informações do g1

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