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Programa Supernova do MEC e Sebrae: projeto do IFSC Garopaba conquista 1º lugar na Região Sul

Outro projeto da instituição ficou em segundo lugar.
Foto: Divulgação/IFSC Garopaba

Redação PIXTV (Site)

3 de fevereiro de 2026

atualizado às 15:42

Duas equipes do IFSC Câmpus Garopaba (SC) foram as primeiras colocadas no Programa Supernova, uma parceria entre o Ministério da Educação (MEC) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). As duas equipes – Eusablyers (primeiro lugar) e Sirius Lab – são formadas por estudantes do curso de graduação de Sistemas para Internet.

O técnico-administrativo Rodrigo Balbinot Reis, que orientou a Eusablyers, conta que os dois estudantes da equipe – Gabriel Reis Franzen e Victor Fioravante Xavier, já tinham participado de um projeto de pesquisa na área de empreendedorismo e inovação.”É uma área que abre muito campo para os alunos aprofundarem e desenvolverem suas aptidões e conhecimentos. Por iniciativa própria, os dois alunos souberam do desafio Supernova, bolaram uma ideia inicial, inscreveram-se e me chamaram para dar uma ajuda no aprimoramento do modelo.Eu estava de férias no momento do lançamento do edital e acabei perdendo o prazo para me inscrever como mentor. Mesmo assim, fiz questão de me disponibilizar e participar dessa oportunidade que eles conquistaram, pois acredito muito no potencial desses dois”, lembra ele.

Gabriel conta que a ideia surgiu a partir de uma vivência da dupla. “Um familiar de Victor, que atua na área da construção de casas, relatava constantemente a dificuldade e o incômodo em pesquisar e encontrar fornecedores. A partir desse problema real, Victor teve a ideia de criar uma plataforma que centraliza essas informações, facilitando o acesso aos fornecedores do setor”.

Segundo eles, diferentemente das buscas tradicionais, que são fragmentadas e baseadas em indicações informais ou pesquisas genéricas, a plataforma Fornex oferece uma vitrine digital estruturada, permitindo que construtoras e profissionais encontrem fornecedores com base em informações padronizadas, localização, tipo de material ou serviço e histórico de atuação. Ao mesmo tempo, a solução amplia a presença digital de fornecedores que muitas vezes não possuem visibilidade online qualificada, conectando diretamente quem fornece com quem constrói. “Isso torna o processo de busca mais ágil, reduz riscos nas contratações e aumenta a eficiência tanto para construtoras quanto para fornecedores em todo o Brasil”, explica Gabriel.

Ambos consideram a experiência no Supernova muito positiva. “As aulas do Supernova foram ótimas e muito bem explicadas. Elas ajudaram bastante na construção do pitch e do BMC, além de trazer clareza para pontos que antes estavam um pouco nebulosos”, conta Victor.

Para Gabriel, a experiência permitiu participar da construção de uma ideia inovadora desde o início, trabalhando em equipe para transformar um problema real em uma solução tecnológica. “O impacto é muito direto no nosso dia a dia. Estudar por fora e desenvolver a mentalidade de resolver problemas nos faz enxergar melhor as dificuldades reais da comunidade onde vivemos. Passamos a observar os problemas com um olhar mais crítico, buscando entender a causa e pensar em soluções práticas, aplicáveis e que realmente façam sentido para as pessoas. Isso transforma o aprendizado em ação”, conclui.

Foto: Reprodução/IFSC

DiversaEdu conquista o segundo lugar

A equipe Sirius Lab desenvolveu o DiversaEdu, que ficou com a segunda colocação na Região Sul. Formado por Luana Lazzarin Toebe, Marina Carmem Cornelius e Vicente Lemos Trilha, o grupo teve a orientação das professoras Fabiana de Agapito Kangerski e Sabrina Moro Villela Pacheco.

O incentivo à participação no desafio teve início a partir de uma ação do Grupo de Trabalho para a Reestruturação do Hotel Tecnológico, que solicitou uma vista do Sebrae durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, para apresentar aos estudantes e servidores os objetivos e as etapas do desafio.

“A ideia da plataforma DiversaEdu surgiu a partir da observação de uma realidade cada vez mais presente nas escolas: a inclusão de estudantes neurodivergentes é um direito garantido por lei, mas o apoio prático aos professores ainda é insuficiente. Em turmas numerosas, com múltiplos perfis de aprendizagem, os educadores enfrentam falta de tempo, de suporte pedagógico especializado e de recursos acessíveis para adaptar atividades e planos de aula de forma individualizada. Esse cenário gera sobrecarga docente e dificulta a efetivação de uma educação verdadeiramente inclusiva”, conta a professora Sabrina.

Ela explica que a DiversaEdu propõe uma solução tecnológica que atua como apoio direto ao professor em sala de aula. A plataforma combina um agente de Inteligência Artificial treinado especificamente para o contexto da educação inclusiva brasileira com o suporte de uma equipe especializada. Em poucos segundos, o professor pode obter sugestões de adaptações curriculares, estratégias pedagógicas personalizadas e orientações alinhadas a diferentes perfis neurodivergentes, como estudantes com TEA, TDAH, dislexia ou discalculia. Além disso, a plataforma oferece trilhas de capacitação continuada para professores e gestores, contribuindo para a formação permanente e o fortalecimento das práticas inclusivas.

De acordo com Sabrina, a principal inovação da DiversaEdu está na integração entre tecnologia e acolhimento humano. A IA agiliza processos e amplia o acesso a recursos pedagógicos adaptados, enquanto a equipe especializada garante orientação qualificada, escuta e apoio quando necessário. “Dessa forma, a solução não substitui o trabalho pedagógico, mas o potencializa, respeitando a complexidade do processo educacional e as singularidades de cada estudante. O projeto reforça o compromisso com uma educação mais equitativa, acessível e sensível às diversidades, alinhando inovação tecnológica com impacto social positivo”, afirma a professora.

“Como professoras, consideramos que a participação dos estudantes no desafio Sebrae Supernova evidencia a importância de metodologias que aproximam a aprendizagem dos problemas reais da sociedade. No IFSC, a resolução de desafios práticos faz parte do nosso trabalho pedagógico e contribui diretamente para o desenvolvimento de competências, autonomia e pensamento crítico dos estudantes”, destaca Fabiana. “ Para nós, orientar projetos com esse enfoque reforça a importância de formar profissionais sensíveis às diversidades e comprometidos com a transformação social, considerando os desafios presentes em escolas públicas e privadas”.

Ela lembra que os estudantes tiveram o desafio de criar a ideia inovadora em tempo reduzido e, por isso, a gestão do tempo e a resiliência da equipe foi essencial. “Além disso, a equipe Sirius Lab é composta por estudantes da segunda fase do curso superior de Sistemas para Internet, que ainda não cursaram a disciplina de Empreendedorismo, o que fez com que muitas das ferramentas utilizadas fossem apresentadas como novidades ao grupo”.

Cultura do empreendedorismo no IFSC

“A gente vem com esse trabalho de formiguinha no IFSC já há uns três a quatro anos, tentando criar uma alternativa para quem se interessa pelo caminho do empreendedorismo e inovação. Trata-se de um desafio diário e constante, pois estamos ainda criando caminhos, estrutura e, o mais desafiador, trazendo esse mindset para nossa instituição. A inovação por si só já é um desafio, pois sempre que se tenta mudar algo, há resistência natural das pessoas. Mas ela é essencial se quisermos promover uma sociedade mais justa e desenvolvida”, afirma Rodrigo.

Para ele, o resultado das duas equipes traduz perfeitamente o potencial que os alunos e o IFSC têm para gerar resultados tangíveis e expressivos para a sociedade. “Ainda estamos iniciando nessa caminhada, mas com o pouco que fizemos, nossos alunos conseguiram destaque de nível nacional. Neste ano, conseguiremos implementar um laboratório específico para desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão nessa temática, o que nos ajudará a melhorarmos exponencialmente os resultados para a sociedade”, explica o professor.

Sobre o Supernova

Os cinco melhores projetos apresentados no Supernova foram divulgados  na última semana de janeiro, em Brasília. Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia foram destaque na premiação.A iniciativa buscou sensibilizar e capacitar estudantes de cursos técnicos e superiores de instituições públicas e privadas de ensino de todo o país para a ideação de negócios inovadores, com foco na resolução de demandas sociais, tecnológicas e de mercado. Como prêmio, os vencedores participarão, ainda neste primeiro semestre, de uma missão técnica em um hub de inovação e tecnologia. 

Com formato híbrido, tanto presencial quanto a distância, a iniciativa ofertou, gratuitamente, uma trilha de capacitação que incluiu conteúdos relacionados ao desenvolvimento de competências empreendedoras, validação de negócios, marketing, construção de MVP, vendas, sustentabilidade financeira, construção e apresentação de pitch, além de mentorias. Ao fim, as equipes entregam um modelo de negócios e um vídeo pitch

A metodologia da trilha de capacitaçãofoi estruturada de forma a promover o protagonismo dos estudantes, articulando o desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais e integrando a formação acadêmica à prática empreendedora. 

Fonte: Comunicação/IFSC

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