Pela primeira vez desde maio, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno para a eleição presidencial de 2026. Segundo pesquisa PoderData/Aya, Flávio registra 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula.
Na comparação com o levantamento anterior, realizado 15 dias antes, Flávio oscilou 1 ponto percentual para cima, enquanto Lula oscilou 1 ponto para baixo. A diferença entre os dois, no entanto, permanece dentro da margem de erro da pesquisa, de 1,8 ponto percentual.
O cenário mantém a disputa equilibrada observada desde maio. O levantamento também testou eventuais confrontos de segundo turno entre Lula e Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). O presidente aparece tecnicamente empatado com os três adversários, com exceção de Renan Santos. Nesse cenário, Lula registra vantagem de 5 pontos percentuais sobre o candidato do Missão.

Primeiro turno
Na simulação de primeiro turno, Lula aparece com 37% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 34%. Considerando a margem de erro de 1,8 ponto percentual, os dois estão tecnicamente empatados.
Augusto Cury (Avante) aparece com 10% das intenções de voto, seguido por Renan Santos (Missão), com 3%. Ronaldo Caiado (PSD), Pablo Marçal (PRTB) e Hertz Dias (PSTU) registram 2% cada.
Clariana Barão (Democracia Cristã), Romeu Zema (Novo), Rui Costa Pimenta (PCO), Edmilson Costa (PCB) e Samara Martins (UP) têm 1% cada. O veterinário Wilson Grassi (Democrata) não pontua.
Outros 5% dos entrevistados afirmam que pretendem votar em branco ou anular o voto, enquanto 2% não souberam responder.

Desempenho por segmentos
Lula mantém vantagem numérica sobre Flávio ao preservar a preferência em segmentos estratégicos do eleitorado. Dentre as mulheres, o presidente registra 40% das intenções de voto, contra 34% do senador.
Lula também apresenta vantagem no Nordeste, onde tem 45% das intenções de voto, dentre eleitores com renda de até dois salários mínimos (39%) e entre aqueles que cursaram o ensino fundamental (41%).
Flávio Bolsonaro, por sua vez, apresenta melhor desempenho no Centro-Oeste, com 41%, e no Sul, com 45%. O senador também registra vantagem entre os eleitores que estudaram até o ensino médio, com 37% das intenções de voto.

Sobre a pesquisa
A pesquisa PoderData/Aya foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios e parceria de divulgação com o Aya Bancah.
Foram realizadas 3.000 entrevistas entre 30 de agosto e 2 de setembro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Os entrevistados estão distribuídos por 716 municípios das 27 unidades da Federação.
A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº BR-07561/2026.
As entrevistas foram realizadas por telefone, por meio do sistema URA (Unidade de Resposta Audível), em que o entrevistado ouve perguntas gravadas e responde utilizando o teclado do aparelho.
Para garantir a proporcionalidade da amostra em relação à população brasileira, o PoderData considera variáveis como sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica. Para chegar às 3.000 entrevistas válidas, são realizadas dezenas de milhares de ligações.
Os resultados apresentados foram arredondados, o que pode fazer com que eventuais somatórios sejam diferentes de 100%.
O estudo foi realizado com recursos próprios do PoderData e conta com parceria de divulgação do Aya Bancah, plataforma digital que reúne mais de 300 veículos de jornais e revistas nacionais e internacionais.
Fonte: Poder360
VEJA TAMBÉM:
- PoderData/Aya: Augusto Cury sobe de 4% para 10% no 1º turno
- TSE rejeita ação para derrubar imagem de Bolsonaro feita por IA
- TSE restabelece filiação de Flávio Bolsonaro ao PL e libera registro de candidatura
- TSE suspende novas filiações após inclusão irregular de Flávio Bolsonaro no partido Missão
- Flávio aparece filiado ao Missão e TSE nega hackeamento
- Após AVC isquêmico, líder do PT na Câmara dos Deputados continua internado em Brasília






