P U B L I C I D A D E

Caso Matheusa: traficante que matou estudante no Rio é condenado

Crime aconteceu em abril de 2018, no Morro do Dezoito, no bairro da Água Santa.
Matheusa Passareli era aluna do curso de Artes Visuais da Uerj. | Foto: Lucas Affonso

Redação PIXTV (Site)

26 de julho de 2024

atualizado às 09:00

A Justiça do Estado do Rio condenou o traficante Manuel Avelino de Sousa Júnior pelos crimes de homicídio por motivo torpe e ocultação de cadáver de Matheusa Passareli Simões Vieira, estudante de Artes Visuais, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Ele foi condenado pelo juízo da 1ª Vara Criminal junto ao 1º Tribunal do Júri a 18 anos e quatro meses de prisão em regime fechado, e 12 dias-multa. 

De acordo com a denúncia do Ministério Público (MPRJ), o crime aconteceu no dia 29 de abril de 2018, no Morro do Dezoito, no bairro da Água Santa, zona norte da cidade. O acusado efetuou disparos de pistola e fuzil contra Matheusa, que havia saído de um evento em uma casa próxima à comunidade, entrou em surto e retirou as próprias roupas, entrando nua na comunidade.

Abordada por traficantes de drogas, a estudante foi levada para o interior do Morro do Dezoito, sendo interrogada pelo chamado “tribunal do tráfico”. Com a decretação da morte, Manuel Avelino esquartejou o corpo da mulher com um facão e, em seguida, colocou fogo nos restos mortais da vítima.

Ainda segundo o MPRJ, o crime foi cometido por motivo torpe, uma vez que serviu apenas para demonstrar o poder da facção criminosa que domina a comunidade. O corpo da vítima foi esquartejado e incinerado no alto do morro. Os familiares de Matheusa nunca tiveram acesso aos restos mortais.

Materialidade

Em um texto publicado no Facebook, na época do crime, a irmã de Matheusa, Gabe Passarelli, confirmou a morte. “Poucas são as possibilidades de encontrarmos alguma materialidade, além das milhares que a Matheusa deixou em vida e que muito servirão para que possamos ressignificar a realidade brutal que estamos vivendo”, disse na rede social.

A Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual da prefeitura do Rio (Ceds) também se manifestou sobre o crime e lamentou a morte da estudante.

O coordenador Nélio Georgini contou que “as denúncias de casos de agressão a lésbicas, gays, bissexuais e transexuais do Rio de Janeiro cresceram mais de 100% entre janeiro e abril de 2018, em relação a 2017”. O órgão pondera que isso não necessariamente significa que ocorreram mais agressões e pode refletir também o aumento da procura por formalizar as denúncias na Ceds.

Fonte: Agência Brasil

VEJA TAMBÉM:

Design sem nome (4)
Acidente envolvendo um carro e duas motos deixa feridos na SC-434, em Garopaba; VÍDEO
Design sem nome (1)
Adolescente agride policiais com chutes durante abordagem e é apreendido no Sul catarinense
WhatsApp Image 2026-08-14 at 13.48
PRF e Polícia Civil apreendem 1,5 tonelada de maconha em duas picapes no Oeste de SC; VÍDEO
WhatsApp Image 2026-08-14 at 14.15
Fotógrafo de Garopaba é premiado pela 3ª vez na Maratona Fotográfica de Florianópolis
pexels-derwin-edwards-163348797-11209277
Briga entre vizinhos por causa de barulho termina em tiros em cidade do Sul catarinense
P U B L I C I D A D E
P U B L I C I D A D E
P U B L I C I D A D E