O Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon), em Florianópolis, realizou pela primeira vez uma cirurgia de alta complexidade para reconstrução de membro inferior em um paciente com osteossarcoma, um dos tipos mais agressivos de câncer ósseo. O procedimento, feito pelo SUS, preservou a perna do paciente e marcou um avanço no tratamento oncológico ortopédico em Santa Catarina.
O osteossarcoma atinge principalmente adolescentes entre 10 e 20 anos e costuma afetar os ossos longos, como o fêmur e a tíbia. Para evitar a amputação, foi realizada a substituição completa do fêmur, da articulação do joelho e do quadril por uma endoprótese biarticulada — permitindo ao paciente caminhar com o próprio membro.
“A principal vantagem é manter a funcionalidade da perna, sem necessidade de próteses externas ou andadores, o que proporciona mais qualidade de vida”, explicou o coordenador de ortopedia do Cepon, Elcio Madruga.
O paciente passou por quatro horas e meia de cirurgia, seguiu com acompanhamento pós-operatório e quimioterapia, e recebeu alta 10 dias depois. Segundo o diretor-geral do Cepon, Marcelo Zanchet, a unidade reforça seu compromisso com um atendimento inovador e humanizado, especialmente por meio da Ala de Adolescentes e Jovens Adultos (AJAS).
Apesar de já realizado em centros especializados no país, esse tipo de cirurgia foi feita pela primeira vez no Cepon, representando um marco para a ortopedia oncológica da instituição.
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