Um advogado foi encontrado morto dentro de casa na manhã desta quinta-feira (25) no bairro Itacorubi, em Florianópolis. A vítima foi identificada como Rodrigo Pantaleão, de 53 anos. Ele ganhou notoriedade nacional após concordar com o pedido de condenação do próprio cliente durante uma audiência de instrução realizada de forma online, em 28 de maio.
O corpo foi encontrado após vizinhos acionarem a Polícia Militar (PM) devido ao forte odor vindo do imóvel. A Polícia Civil e a Polícia Científica estiveram no local para a realização dos procedimentos periciais.
Segundo a PM, “as circunstâncias da morte serão esclarecidas por meio dos exames periciais e das diligências conduzidas pelos órgãos competentes”.
O delegado Alex Bonfim, da Delegacia de Homicídios da Capital, adiantou que o imóvel não apresentava sinais de invasão e que a vítima não tinha marcas aparentes de violência.
Ainda conforme a PM, dois cães de grande porte estavam na residência e doram recolhidos pela Diretoria de Bem-Estar Animal (Dibea).
Repercussão de audiência
Nas últimas semanas, viralizou nas redes sociais um vídeo de uma audiência de instrução em que Rodrigo Pantaleão atuava na defesa de um réu acusado de tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo. Durante as alegações finais, o advogado afirmou que a defesa concordava com os argumentos apresentados pelo Ministério Público.
“A defesa corrobora com as afirmações exaladas pela promotoria de Justiça. Nada mais, excelência”, declarou na ocasião.
O vídeo da audiência viralizou nas redes sociais. Ao ouvir a manifestação, a juíza Carolina Ranzolin Nerbass considerou que o réu estava sem defesa adequada e determinou que ele constituísse um novo advogado, sob pena de nomeação de um defensor dativo.
As imagens também mostram Pantaleão utilizando o celular durante a manifestação do promotor e voltando a olhar para a câmera apenas quando foi chamado pela magistrada para apresentar as alegações finais.
OAB/SC acompanha investigação
A Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB/SC) informou que está acompanhando as investigações.
Em nota, a entidade afirmou que ainda não há confirmação sobre a causa da morte e destacou que, caso haja qualquer indício de crime relacionado ao exercício da advocacia, cobrará apuração rigorosa e responsabilização dos envolvidos.
O presidente da OAB/SC, Juliano Mandelli, declarou que a instituição acompanha o caso com “profunda consternação” e reforçou o pedido por uma investigação célere, transparente e completa.
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