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Com uso do Sistema Balístico Nacional, Polícia Científica liga crimes cometidos no PR e em SC

Houve compatibilidade entre as provas colhidas nas cenas dos crimes.
Centro Balístico da Polícia Científica (PCP). | Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

Redação PIXTV (Site)

26 de junho de 2025

atualizado às 13:38

A Polícia Científica do Paraná confirmou uma ligação interestadual entre vestígios de crimes cadastrados no Banco Nacional de Perfis Balísticos por meio do Sistema Nacional de Análise Balística (SINAB). O hit/match descoberto na última semana estabeleceu uma conexão entre crimes cometidos na região central do Paraná e no litoral de Santa Catarina. 

O Paraná já registrou 11 hits interinstitucionais, sendo os primeiros em 2023 com vestígios cadastrados pela Polícia Federal e, após isso, com armas apreendidas no Rio Grande do Sul e agora com vestígios de Santa Catarina. O hit/match acontece quando são registradas compatibilidades entre provas encontradas no local do crime e os projéteis e estojos provenientes de armas de fogo relacionadas às ocorrências. 

Desde 2022, quando o Paraná entrou no SINAB, já foram confirmadas 742 ligações, tendo o estado registrado o primeiro hit do banco. Somente em 2025, os laudos de confrontos balísticos emitidos pela Seção de Balística Forense já auxiliaram em 126 inquéritos policiais.

Para alcançar esses resultados, a Polícia Científica do Paraná conta com uma infraestrutura moderna e uma equipe altamente qualificada. Os peritos da Seção de Balística Forense colocam no Banco Nacional de Perfis Balísticos amostras de cada arma apreendida e de cada projétil ou estojo coletado em local de crime, e utilizam o Sistema Nacional de Análise Balística para fazer comparações com imagens de outros vestígios balísticos e de padrões coletados de armas de fogo de todo o País.

Durante a análise, os peritos localizam as imagens com maior potencial de estabelecer ligações entre crimes e estas indicam quais amostras devem ser examinadas em microscópio, onde se confirma ou não a ligação.

“Contudo, o trabalho de comparação em busca de um hit começa muito antes do material chegar ao laboratório. É durante a ocorrência, na cena do crime, que o perito de local faz a coleta dos vestígios. Posteriormente, junta-se os vestígios coletados em exames de necrópsia ou em hospitais e, então, realiza-se a triagem e o agrupamento dos vestígios balísticos. Esses materiais, que são registrados e custodiados, são encaminhados para os laboratórios, onde são processados de acordo com a sua natureza”, explica o chefe da Seção de Balística Forense, André Coelho.

Novos investimentos

Este trabalho só é possível porque os técnicos e peritos contam com equipamentos de ponta para o processo de análise. Além de nove microscópios de comparação balística, sendo cinco VisionX e quatro Leica distribuídos pelo Estado, a PCP conta com dois IBIS TRAX HD3D, máquina que digitaliza o projétil ou estojo e possibilita sua análise através de imagens, permitindo efetuar uma triagem dos resultados com o objetivo de localizar aqueles que podem ser compatíveis e descartando os negativos.

Fonte: AEN PR

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