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MPSC investiga suspeita de ‘rachadinha’ na prefeitura de Santa Cecília; Gaeco cumpre mandados em 3 cidades

Segundo o colunista da NSC, prefeito Carlos Enrique Garcia Langer é um dos alvos.
Foto: MPSC

Redação PIXTV (Site)

31 de março de 2026

atualizado às 10:37

Na manhã desta terça-feira (31), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou a Operação “Bolso Duplo”, para investigar um suposto esquema de desvio de salários dentro da Prefeitura de Santa Cecília (SC). Segundo o colunista da NSC, Ânderson Silva, o prefeito Carlos Enrique Garcia Langer é um dos alvos.

A ação ocorre em apoio a uma investigação conduzida pelo Ministério Público Estadual (MPSC) e apura a possível prática dos crimes de associação criminosa, peculato e concussão, envolvendo agentes públicos e particulares.

Os agentes saíram as ruas para cumprir seis mandados de busca e apreensão em três municípios catarinenses (Santa Cecília, Navegantes e Balneário Camboriú). As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), já que um dos investigados possui foro por prerrogativa de função.

Segundo o Ministério Público, a investigação teve início após a identificação de um caso de nepotismo em 2025. Na ocasião, a Promotoria de Justiça da Comarca de Santa Cecília recomendou a exoneração de uma servidora com vínculo familiar com uma autoridade.

A partir disso, conforme apurado, teria sido estruturado um esquema conhecido como “rachadinha”, no qual parte do salário de servidores públicos é repassada a agentes políticos responsáveis por suas nomeações.

Após a exoneração da servidora, um novo nome teria sido indicado para o cargo, com a condição de devolver parte da remuneração a um dos investigados. O esquema, segundo o MPSC, teria ocorrido com a anuência do chefe do Executivo municipal.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos materiais considerados relevantes para a investigação. Os itens serão encaminhados à Polícia Científica, que ficará responsável pela análise pericial.

De acordo com o Gaeco, o objetivo agora é aprofundar as investigações, identificar outros possíveis envolvidos e verificar a existência de uma rede criminosa estruturada.

A operação recebeu o nome de “Bolso Duplo” em referência à dinâmica do esquema: enquanto o contracheque indicava o pagamento integral ao servidor, parte do valor era desviada de forma oculta, como se existissem dois “bolsos” — um oficial e outro clandestino.

A investigação segue em sigilo, e novas informações devem ser divulgadas após a liberação dos autos.

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