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Treinador de futebol é condenado por crimes sexuais contra alunos no Oeste catarinense

Sentença proferida na última semana condenou homem a mais de 65 anos de prisão.

Redação PIXTV (Site)

10 de março de 2026

atualizado às 09:13

Um treinador de futebol foi condenado a mais de 65 anos de prisão no Oeste catarinense pelos crimes de estupro de vulnerável, assédio sexual, aliciamento, pornografia infantil e perseguição contra menores.

De acordo com a denúncia do Ministério Publico de Santa Catarina (MPSC), as vítimas eram atletas da escola de iniciação esportiva em que o condenado trabalhava e tinham entre 10 e 14 anos em 2023 e 2024, quando os crimes foram praticados.

Segundo o órgão, ele praticou estupro de vulnerável contra três adolescentes. Enviou material pornográfico em um grupo em aplicativo de mensagens com menores. Ainda aliciou, assediou sexualmente e perseguiu outras vítimas.  

“O réu se valia da condição de treinador de futebol para estabelecer uma relação próxima com os atletas que vitimou. Para manipular e exercer controle psicológico, ele prometia presentes, passeios e favorecimento esportivo, como a titularidade em jogos e a braçadeira de capitão do time”, disse o MP. 

Outra denúncia e pena 

O autor foi condenado a 65 anos, 7 meses e 7 dias de prisão em regime inicial fechado, e a oito anos e seis meses de detenção, em regime semiaberto, além do pagamento de 58 dias-multa.  

A sentença proferida na última semana considerou a gravidade e a continuidade dos crimes, a posição de autoridade e confiança exercida pelo réu e o relato das vítimas e de familiares, anexados ao conjunto de provas reunido no processo. 

Em 13 de janeiro deste ano, a Promotoria de Justiça denunciou o autor pela prática de atos libidinosos contra outra vítima adolescente. 

Atendendo à solicitação do MPSC, a Justiça estabeleceu o pagamento de indenização por danos morais em favor de seis vítimas, com valores que variam entre R$ 10 mil e R$ 20 mil.  

O processo tramita em segredo de justiça. O autor já estava preso e assim aguardará o julgamento de um eventual recurso. 

Os nomes dos envolvidos e o município onde os fatos ocorreram não foram divulgados para preservar as identidades das vítimas, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente.   

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