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Operação nacional desarticula grupo criminoso que manipulava sistemas de justiça; dupla é presa

Ação mobilizou forças policiais no RS, RJ e SC.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Redação PIXTV (Site)

26 de novembro de 2025

atualizado às 15:25

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quarta-feira (26) uma operação interestadual que desarticulou uma associação criminosa especializada em manipular ilegalmente sistemas informatizados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A ação, coordenada pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas (RS), contou com apoio da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Balneário Camboriú (SC) e da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática do Rio de Janeiro.

Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro.

Esquema fraudava sistemas de Justiça em todo o país

A investigação revelou um esquema altamente sofisticado que burlava plataformas usadas pelo Judiciário brasileiro, como:

  • SISBAJUD – para bloqueios financeiros;
  • RENAJUD – que aplica restrições a veículos;
  • BNMP – sistema nacional de mandados de prisão.

Segundo a polícia, o grupo criminoso realizava:

  • emissão fraudulenta de contramandados de prisão;
  • desbloqueio ilegal de contas judiciais;
  • remoção de restrições de veículos;
  • alterações indevidas de dados na Receita Federal;
  • uso de credenciais verdadeiras de servidores e autoridades.

Um dos presos em Canoas, na região metropolita de Porto Alegre, era responsável por realizar o “reset” de senhas da plataforma gov.br para permitir o acesso clandestino aos sistemas violados.

Ação coordenada

Para o delegado Cristiano Reschke, diretor da Regional de Canoas, a operação mostra o avanço no combate ao crime cibernético no país.

“Estamos lidando com uma modalidade criminosa de alto impacto e complexidade, que exige agilidade, cooperação interestadual e inteligência policial para proteger os sistemas críticos da Justiça brasileira”, afirmou.

A delegada Luciane Bertoletti, da 3ª DP de Canoas, destacou que a ação está ligada à Operação Invasor, que já havia revelado um esquema milionário de retirada indevida de restrições judiciais no mercado automotivo.

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