A Polícia Civil realizou na manhã desta quarta-feira (7) a Operação Luminis para combater irregularidades no fornecimento de energia elétrica no Porto Seco, em Porto Alegre. A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio das Concessionárias e dos Serviços Delegados, sob coordenação da delegada Fernanda Drews Amorim.

Durante a operação, foi constatado que os 15 pavilhões instalados no Sambódromo de Porto Alegre, no Complexo Cultural Porto Seco, utilizavam conexões clandestinas de energia elétrica. Segundo a investigação, a fiação que abastecia as escolas de samba estava ligada diretamente aos postes de iluminação pública, sem a existência de medidores de consumo, o que caracteriza o crime de furto de energia.
O trabalho contou com o apoio do Instituto-Geral de Perícias (IGP) e de técnicos operacionais e de segurança patrimonial da concessionária responsável pelo serviço de energia elétrica. O prejuízo financeiro total ainda está sendo apurado, mas a estimativa inicial é de que cada pavilhão causava um déficit mensal de cerca de R$ 15 mil, somando aproximadamente R$ 225 mil por mês.
De acordo com a CEEE Equatorial, concessionária de distribuição e transmissão de energia elétrica, a prática irregular ocorre há um período considerável, mesmo após sucessivas notificações feitas aos responsáveis pelos pavilhões.
As escolas de samba instaladas no complexo foram convidadas a prestar esclarecimentos, mas nenhum representante compareceu. Apenas funcionários e colaboradores dos pavilhões foram ouvidos, na condição de testemunhas.
Após a conclusão das diligências e a formalização dos procedimentos, o inquérito policial seguirá em andamento para a individualização das condutas e a apuração das responsabilidades criminais.






