No último sábado (12), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou a Operação Vórtice, com o objetivo de desarticular um grupo investigado por disseminar discursos de ódio, conteúdos extremos e, em casos avançados, incitar o extremismo e a violência. A ação resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão e duas internações provisórias.
As medidas foram solicitadas pela Promotoria de Justiça da Infância do Vale do Itajaí e autorizadas pelo Poder Judiciário. O relatório que embasou a operação foi produzido pelo CyberGAECO em apoio ao Ministério Público.
Ambiente virtual como campo de risco
As investigações apontam que grupos operam em ambientes virtuais obscuros, usados para cooptar principalmente adolescentes em situação de vulnerabilidade. Segundo o MPSC, a atuação desses grupos segue uma estrutura progressiva, dividida em fases que envolvem manipulação emocional, coação, exposição a conteúdos extremos e, em casos mais avançados, incentivo ao extremismo e à violência.
Por que “Vórtice”?
O nome da operação faz alusão à ideia de um redemoinho que suga tudo ao seu redor. O termo simboliza a forma como os jovens eram “arrastados” para círculos virtuais de violência e criminalidade, muitas vezes perdendo o vínculo com a realidade, a legalidade e os limites morais.
Por fim, o MPSC informou que as investigações seguem sob sigilo, e novas informações devem ser divulgadas conforme os autos forem publicizados.
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