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Operações miram esquema de furto de medidores de energia e grilagem de terras em Imbituba (SC); entenda

Polícia informou que servidor público está entre os investigados.
Imagem Ilustrativa. | Foto: Reprodução/Informesul

Redação PIXTV (Site)

7 de abril de 2026

atualizado às 15:19

Duas operações, batizadas de “Grilagem S.A.” e “Curto Circuito”, foram deflagradas na manhã desta terça-feira (7) em Imbituba com o objetivo de desarticular um esquema criminoso de invasão de terras e furto de energia elétrica no município do Sul catarinense.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão e dez de busca e apreensão. As ações ocorreram de forma integrada entre as Polícias Civil e Militar, a Prefeitura de Imbituba e as Centrais Elétricas de Santa Catarina (CELESC).

Investigação

As investigações tiveram início após uma ação conjunta que identificou o desvio de medidores de energia da CELESC, que estariam sendo vendidos ilegalmente a moradores da cidade. Segundo a polícia, os equipamentos eram furtados, repassados a um receptador e, em seguida, revendidos e instalados de forma clandestina, sem contrato ou pagamento pelo consumo — o que deu origem à operação “Curto Circuito”.

Com o avanço das apurações e após denúncias de moradores do bairro Itapirubá, os investigadores constataram que parte desses medidores era utilizada em áreas invadidas. A polícia identificou a atuação de uma associação criminosa envolvida na prática de grilagem, com invasão de terrenos e vendas de imóveis que já têm donos.

Ainda conforme a investigação, algumas dessas áreas estão localizadas em Áreas de Preservação Permanente (APP), onde não é permitida a ligação regular de energia elétrica — situação que era burlada pelo grupo.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, um dos investigados foi preso em flagrante por posse ilegal de munições. Também foram apreendidos celulares, documentos e outros materiais considerados relevantes para o inquérito.

Envolvimento de servidor público

Outro ponto apurado foi o possível envolvimento de um servidor público municipal, suspeito de utilizar informações internas para beneficiar os ocupantes irregulares das áreas. Ele foi afastado do cargo.

Já os presos foram levados à delegacia, onde foram interrogados e, em seguida, encaminhados ao sistema prisional. As investigações seguem em andamento.

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