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PF combate esquema de TV pirata que movimentou mais de R$ 4,2 milhões

13 mandados foram cumpridos no ES, RJ, SP e DF.

Redação PIXTV (Site)

11 de março de 2026

atualizado às 15:54

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (10), a fase ostensiva da Operação Bucaneiros para combater crimes relacionados à comercialização ilegal de sinal de televisão por protocolo de internet (IPTV), além de violação de direitos autorais, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra as relações de consumo.

Mais de 70 policiais federais cumpriram 13 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça: nove na Grande Vitória (ES); um em Cabo Frio (RJ); dois em Indaiatuba (SP) e um em Brasília (DF).

Segundo a investigação, os locais alvo da operação são residências de suspeitos apontados como responsáveis por fornecer acesso ilegal, ao consumidor final, a conteúdos audiovisuais protegidos por direitos autorais — como canais de TV por assinatura, séries e filmes — sem autorização dos detentores dos direitos.

Durante as apurações, os investigadores também identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada dos investigados, que não possuíam registro formal de emprego ou empresa.

No cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam cerca de R$ 1,7 milhão em dinheiro em espécie, além de oito veículos de luxo e uma motocicleta. Também foram recolhidos 22 celulares, notebooks, discos rígidos (HDs), documentos, relógios e um computador que seria utilizado para hospedar a página ilegal.

De acordo com a Polícia Federal, o acesso aos conteúdos piratas era feito por meio de computadores, smartphones, smart TVs, tablets ou equipamentos do tipo TV Box, que utilizavam aplicativos destinados à recepção e decodificação de sinais transmitidos de forma não autorizada.

As autoridades alertam que plataformas desse tipo também podem representar risco à segurança cibernética dos usuários, já que podem facilitar a instalação de malwares nos dispositivos. Com isso, os usuários ficam vulneráveis à coleta indevida de dados pessoais e bancários, o que pode resultar em fraudes financeiras e outros crimes.

Os investigados poderão responder por comercialização ilegal de sinal de televisão por protocolo de internet (IPTV), violação de direitos autorais, crimes contra as relações de consumo, associação criminosa e lavagem de dinheiro, além de outros delitos que possam ser identificados no decorrer das investigações.

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