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Reabilitados, gambás-de-orelha-branca voltam à natureza no PR

Animais estavam sob cuidados do programa de Voluntariado para Cuidados e Reabilitação Intensiva de Animais Silvestres (CRIA).
Animais foram soltos em Campo Magro. | Foto: IAT

Redação PIXTV (Site)

25 de março de 2025

atualizado às 11:52

Agentes do Instituto Água e Terra (IAT) promoveram na quinta-feira (20), em Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, a soltura de seis gambás-de-orelha-branca (Didelphis albiventris) que estavam sob cuidados dos participantes do programa de Voluntariado para Cuidados e Reabilitação Intensiva de Animais Silvestres (CRIA), coordenado pelo órgão ambiental.

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Iniciativa, pioneira no País, o CRIA recebe animais resgatados pela Polícia Ambiental e pelas secretarias municipais de Meio Ambiente de todas as regionais do Paraná e os encaminha para tratamento intensivo realizado por voluntários, antes de serem devolvidos à natureza.

“É um tipo de atendimento que pode ser feito por um voluntário”, diz a veterinária do IAT, Letícia Koproski. “O programa CRIA proporciona a união das demandas da sociedade e a educação ambiental com o voluntariado”.

A espécie Didelphis albiventris é conhecida popularmente como gambá e gambá-de-orelha-branca. É um marsupial de médio porte, de cor castanha-escura ou preta e com feixes brancos nas costas e em toda a frente da cabeça. É um animal muito versátil, que pode ocupar tanto habitats naturais quanto ambientes urbanos. Se alimenta de frutas, insetos, pássaros e mamíferos de pequeno porte.

O IAT é responsável pela análise do retorno desses animais ao habitat natural. Para que os gambás consigam sobreviver na natureza é preciso que tenham mais de 18 centímetros de comprimento, com idade estimada de 15 semanas de vida, além de pesar de 350 a 400 gramas. Letícia acrescenta que as solturas não ocorrem em um período fixo, e que costumam ser realizadas em locais próximos de onde os animais foram resgatados originalmente.

“Tem que ser em uma área que tenha recursos básicos e necessários para sobrevivência. Perto de um curso d’água, mata relativamente bem conservada, para que eles tenham condições para se abrigar e se alimentar”, complementa a veterinária.

Os filhotes de gambá são a maioria entre os animais atendidos pelo programa, em parte por causa do grande número de acidentes envolvendo a espécie, que costuma frequentar ambientes urbanos durante o dia em busca de alimento. Dessa forma, a população deve ter um cuidado redobrado, especialmente em razão do importante papel desenvolvido pela espécie no ecossistema, ajudando na dispersão de sementes e no equilíbrio populacional de animais peçonhentos e insetos.

Cria

Criado em 2020, o CRIA proporciona aos profissionais e aos cidadãos interessados a oportunidade de aprender a lidar com animais silvestres de forma adequada. O foco do voluntariado é o atendimento a filhotes de aves e gambás, além de alguns animais adultos em recuperação. O intuito do programa não é estimular a adoção. Para participar, o interessado deve entrar no site do IAT preencher o formulário e participar do curso EAD. É necessário apresentar carteira de vacinação atualizada, assinar os termos e finalizar a inscrição. O processo é gratuito.

Como proceder

O convívio com os gambás pode ser pacífico desde que algumas providências sejam tomadas. Normalmente, eles procuram locais fechados e protegidos, como forros e telhados de residências. A indicação é vedar esses locais para evitar que os animais entrem.

Outra forma evitar que sejam atraídos é não deixar alimentos disponíveis no quintal, como ração de cães e gatos; manter latas de lixo fechadas com cadeados; e não acumular lixo ou entulhos.

Em casos de acidentes, atropelamentos ou riscos de ataques por animais domésticos, o conselho é entrar em contato com a Secretaria de Meio Ambiente de seu município, com o escritório regional do IAT mais próximo da ocorrência ou, ainda, com o Setor de Fauna do IAT, que fica em Curitiba.

Fonte: AEN PR

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