P U B L I C I D A D E

PF desarticula grupo por fraude contra Caixa e prefeitura no PR

Suspeitos utilizaram conta de servidor do município de Telêmaco Borba, nos Campos Gerais do Estado.
Diligências ocorrem em Brasília, Águas Lindas de Goiás (GO) e Santa Luzia (MG). | Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

Redação PIXTV (Site)

3 de abril de 2024

atualizado às 09:45


A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (3), a Operação Private Key, com o objetivo de desarticular grupo suspeito de ter praticado fraude cibernética contra a Caixa Econômica Federal e a prefeitura de Telêmaco Borba, nos Campos Gerais do Paraná.

Mais de 30 policiais participam das ações com alvos em Brasília, Águas Lindas de Goiás (GO) e Santa Luzia (MG). Estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão, 11 mandados de busca e apreensão, 51 mandados de sequestro, arresto e bloqueio, além de 9 mandados de sequestro de criptoativos.

De acordo com os investigadores, os suspeitos teriam utilizado “técnicas avançadas de hackeamento” que resultaram na criação de um site falso para roubo de credenciais.

“Por meio desse site, induziram um servidor da prefeitura de Telêmaco Borba a fornecer suas informações de login e senha, que foram posteriormente utilizadas para acessar o sistema GovConta do município”, detalhou a PF.

Na sequência, clonaram o perfil do servidor em um aplicativo de mensagens, utilizando engenharia social (técnica de manipulação que obtém informações privadas e acessos por meio de erros humanos) para se passar por ele. Eles então contataram o gerente da Caixa e, de quem obtiveram autorização para transferir valores para empresas de fachada, dando a entender que elas seriam fornecedoras da prefeitura.

Segundo os investigadores, mais de R$ 6 milhões foram desviados. Os valores foram distribuídos em diversas contas bancárias em nome de laranjas e, então, convertidos em criptomoedas.

“O uso de múltiplas camadas de contas e carteiras de criptomoedas dificultou a rastreabilidade dos recursos, sendo identificadas pelo menos quatro camadas de beneficiários dos valores, incluindo integrantes da organização criminosa que adquiriram bens de luxo e realizaram viagens caras”, detalhou a PF.

Se condenados, os suspeitos podem cumprir penas de até 30 anos pelos crimes de furto qualificado mediante fraude, invasão de dispositivo informático, lavagem de capitais e organização criminosa.

Fonte: Agência Brasil

VEJA TAMBÉM:

Caminhões pipa tentam mitigar problema do abastecimento
Cidade do Sul catarinense decreta situação de emergência por causa da estiagem
Agência Brasil
Enem 2026: inscrições seguem abertas até 5 de junho; provas serão aplicadas em novembro
PRF
Passageiro é preso após tentar estuprar mulher dentro de ônibus de viagem na BR-282, em SC
Fotos: Divulgação
Após resgate emergencial de 28 gatos, ONG realiza feira de adoção em Criciúma neste sábado (30)
Evan Vucci
EUA passam a designar CV e PCC como organizações terroristas; o que dizem especialistas sobre a medida
P U B L I C I D A D E
P U B L I C I D A D E
P U B L I C I D A D E
Total de acessos: