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Em três anos, CBMSC leva prevenção aquática a 7,7 mil crianças fora das praias

Números são referentes aos anos de 2023, 2024 e 2025.
Fotos: CBMSC

Redação PIXTV (Site)

20 de abril de 2026

atualizado às 12:08

Com o fim da alta temporada de verão e a retirada gradual dos postos de guarda-vidas das praias oceânicas em março, o risco de afogamento não desapareceu, ele mudou de endereço. É nesse momento que o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) reforça o alerta para ambientes onde milhares de famílias seguem em contato com a água ao longo do ano: piscinas residenciais e de condomínios, clubes, parques aquáticos, rios, lagos e balneários de água doce. Uma das principais ações de prevenção para esses ambientes segue sendo a atenção especializada ao público infantil com o Projeto Golfinho. 

Diferente do que muitos pensam, a atuação preventiva do CBMSC por meio do Projeto Golfinho não se restringe ao mar. Dados consolidados do sistema de Gestão Operacional, analisados entre 2023 e os primeiros meses de 2026, revelam uma consistente e robusta estrutura de formação de crianças para a prevenção de acidentes justamente nesses ambientes de águas interiores e controladas.

Com o acumulado dos últimos três anos completos (2023, 2024 e 2025), somados aos dados iniciais de 2026, o Projeto Golfinho formou em ambientes não oceânicos (Piscinas/Clubes e Praias de Água Doce/Rios) 7.698 novos “golfinhos”. Essa estatística prova que a corporação não apenas expandiu o programa, mas consolidou sua presença no interior do estado, criando uma cultura de segurança aquática duradoura onde as estatísticas de afogamento doméstico costumam ser cruéis com a primeira infância.

Piscinas e Clubes: o foco na segurança controlada

O ambiente “Piscina/Clube” tem sido o principal pilar dessa prevenção fora do mar. Em quatro temporadas, o projeto formou 6.418 crianças especificamente para lidar com os riscos de piscinas, locais onde a falsa sensação de segurança muitas vezes leva a tragédias.

O ano de 2024 registrou o pico de formações nesse ambiente, com 2.335 crianças preparadas. O consolidado mostra uma média anual consistente de formações, garantindo que o aprendizado lúdico sobre não correr na borda, o perigo de ralo de sucção e o lema “água no umbigo, sinal de perigo” seja disseminado em áreas urbanas de todas as regiões de Santa Catarina.

Foto: Divulgação / CBMSC

Água Doce: Rios e Lagos sob Vigilância Educativa

Em relação às “Praias de Água Doce” (que englobam rios, lagos e balneários do interior), o acumulado de formações no período é de 1.280 golfinhos. Embora o volume seja menor que nas piscinas, o dado de 2026 já acende um alerta positivo: apenas nos primeiros meses do ano, 150 crianças já foram formadas nesses locais, indicando um início de ano promissor para a prevenção em rios, historicamente locais de acidentes graves em SC.

Para o CBMSC, o fim do verão é apenas uma mudança de cenário operacional. A prevenção deve ser contínua. “O consolidado de mais de 7 mil crianças formadas especificamente para ambientes de piscinas e água doce em quatro anos prova a solidez do projeto. Agora que o foco sai do mar, esses ‘golfinhos’ se tornam os olhos da prevenção em clubes e condomínios, garantindo que o conhecimento sobre segurança aquática perdure o ano todo. A mensagem é clara para pais e responsáveis: o perigo não acaba com o fim da temporada de praia. Buscar a formação do Projeto Golfinho para crianças de 7 a 11 anos, seja em quartéis do interior seja em clubes parceiros, é um ato de gestão de risco fundamental para proteger as famílias catarinenses”, ressalta o comandante-geral, coronel Fabiano de Souza.

Perfil dos “golfinhos” mostra alcance e fidelização do projeto

Os dados consolidados do período também ajudam a desenhar o perfil das crianças alcançadas pelo programa: em média, 51% dos participantes são meninos e 49% meninas. A distribuição demonstra que o Projeto Golfinho se consolidou como uma ação educativa universal, voltada à cidadania e à proteção de crianças de forma ampla e igualitária.

Outro dado relevante é a redução da idade média dos participantes. Em 2023, a média era de 9,2 anos; em 2025, caiu para 8,3 anos; e, em 2026, está em 8,6 anos até março. A tendência aponta que o CBMSC vem conseguindo atingir crianças cada vez mais cedo, ampliando o tempo de formação preventiva antes da adolescência, fase em que a exposição ao risco tende a aumentar.

O projeto também registra forte capacidade de engajamento e retorno. Em 2024, o número de golfinhos recorrentes chegou a 2.895 crianças, um indicativo expressivo de que o curso não apenas ensina, mas cria vínculo com os participantes. No acumulado entre 2023 e março de 2026, são mais de 5,4 mil reencontros, confirmando a força do método lúdico e educativo empregado pela corporação.

Foto: Divulgação / CBMSC

Calendário revela quando a prevenção ganha força

A sazonalidade das formações acompanha o calendário escolar e o comportamento das famílias. Janeiro aparece como o grande pico anual do projeto, impulsionado pelas férias escolares e pela Estação Verão. Em 2025, o mês registrou 6.599 formações, consolidando-se como o ápice da mobilização preventiva. Mas os dados mostram também um movimento importante antes mesmo do verão. Novembro surge como um mês estratégico, com média de 2.700 formações, reflexo da entrada do CBMSC nas escolas e das ações de preparação para o período de férias. 

Prevenção o ano inteiro

Para o CBMSC, os números reforçam que a prevenção aquática não termina quando os postos de guarda-vidas começam a ser desmobilizados no litoral. Ela apenas muda de cenário. O consolidado de quase 7,7 mil crianças formadas em ambientes não oceânicos em pouco mais de três anos evidencia que o Projeto Golfinho se tornou uma ferramenta permanente de proteção, educação e gestão de risco em Santa Catarina.

Fonte: CBMSC

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