A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão de quatro condenados pelo incêndio na Boate Kiss, ocorrido em 2013, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. A tragédia deixou 242 mortos e mais de 600 feridos.

Leia também: Quadrilha é presa por furtar celulares em shopping de Tubarão (SC)
O julgamento virtual para manter a decisão do ministro Dias Toffoli que determinou a prisão imediata dos acusados, em setembro do ano passado, começou em dezembro e foi finalizado às 23h59 de ontem (3). Os ministros analisaram recursos apresentados pelas defesas contra a ordem de Toffoli.
Toffoli, Edson Fachin e Gilmar Mendes votaram para manter a prisão dos ex-sócios da boate Elissandro Callegaro Spohr (condenado a 22 anos e seis meses de prisão) e Mauro Londero Hoffmann (19 anos e seis meses), além do vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, e o produtor musical Luciano Bonilha. Ambos foram condenados a 18 anos de prisão. Já o ministro André Mendonça votou contra, assim como o ministro Nunes Marques.

Nas instâncias inferiores, as defesas dos acusados conseguiram anular as sentenças ao alegarem que as condenações pelo Tribunal do Júri foram repletas de nulidades.
Entre as ilegalidades apontadas pelos advogados, estão a realização de uma reunião reservada entre o juiz e o conselho de sentença, sem a presença do Ministério Público e das defesas, e o sorteio de jurados fora do prazo legal.
Ao analisar a questão, Toffoli disse que as ilegalidades deveriam ser contestadas durante o julgamento.
“Estando também preclusa tal questão, o seu reconhecimento pelo STJ e pelo TJRS, a implicar a anulação da sessão do júri, viola diretamente a soberania do júri”, afirmou o ministro.
Com informações da Agência Brasil
VEJA TAMBÉM:
- STF julga indenização a fotógrafo que ficou cego após tiro de bala de borracha durante protesto em junho de 2013
- Saúde de Bolsonaro: defesa pede autorização do STF para que ex-presidente possa operar ombro
- Ex-presidente do BRB acertou propina de R$ 146 milhões com dono do Master, diz Polícia Federal
- Caso Moïse Mugenvi: justiça condena a 18 anos de prisão terceiro acusado da morte de congolês em 2022
- CPI do Crime Organizado: relator pede indiciamentos de Toffoli, Moraes, Gilmar e Gonet por caso Master
- PGR defende eleições diretas para mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro






