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RS confirma foco de gripe aviária em aves silvestres na Reserva do Taim; comércio segue normal, diz governo

Doença viral foi identificada em cisnes-coscoroba.
Foto: Getty Images

Redação PIXTV (Site)

4 de março de 2026

atualizado às 11:33

O governo do Rio Grande do Sul confirmou nesta terça-feira (3) a detecção de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), conhecida como gripe aviária, em aves silvestres encontradas na Lagoa da Mangueira, em Santa Vitória do Palmar, na região da Reserva do Taim.

O caso foi identificado pelo Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Segundo a pasta, o vírus foi detectado em aves da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba.

A notificação de aves mortas ou doentes foi atendida pelo Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS) no dia 28 de fevereiro. As amostras coletadas foram encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), unidade de referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus H5N1.

Comércio e consumo não são afetados

Em nota, a Seapi esclareceu que a ocorrência em aves silvestres não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil como livres de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) na avicultura comercial. De acordo com o governo, o foco não impacta o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também ressaltou que não há risco no consumo de carne de frango e ovos, já que a doença não é transmitida por meio da ingestão desses alimentos.

Medidas de vigilância e prevenção

Equipes do SVO permanecem na região para aplicar medidas de contingência previstas no protocolo sanitário. A vigilância está sendo realizada por servidores da Seapi, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela gestão da unidade de conservação.

Além do monitoramento, o governo informou que ações de educação sanitária e conscientização serão intensificadas na região. Segundo o diretor do DDA, Fernando Groff, medidas de vigilância e prevenção também serão adotadas em criações de subsistência próximas.

“O Rio Grande do Sul convive com o vírus da influenza desde 2023, e temos priorizado as atividades de prevenção e reforço das condições de biossegurança das granjas avícolas, de forma contínua, visando proteger o plantel avícola e manter a condição sanitária do nosso Estado”, afirmou.

O que é a gripe aviária

A influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves, mas também pode atingir mamíferos, como cães e gatos, e, mais raramente, humanos.

Entre as orientações das autoridades sanitárias estão: não se aproximar, não tocar e não tentar socorrer aves doentes ou mortas. Casos suspeitos — como sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita — devem ser comunicados imediatamente à Inspetoria de Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura.

Com informações da Secom RS

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