Garopaba, no Sul de Santa Catarina, terá o primeiro hospital da história do município. O projeto da unidade foi apresentado oficialmente pela Prefeitura na sexta-feira (21), durante um evento realizado no auditório da Escola Municipal do Pinguirito.
A estrutura deverá contar com 31 a 40 leitos hospitalares, sendo pelo menos seis leitos de UTI Adulto, além de internações clínicas e cirúrgicas, centro cirúrgico e estrutura para exames e diagnóstico, incluindo tomografia. O projeto também prevê possibilidade de futuras ampliações.
A previsão da Prefeitura é que o hospital seja inaugurado em 2028, após o cumprimento das etapas necessárias para implantação e contratação da organização responsável pela gestão da unidade.
Demanda crescente
A criação do hospital atende a uma demanda crescente no município. Atualmente, Garopaba não possui leitos hospitalares de internação e cerca de 150 pacientes são transferidos todos os meses para outras cidades em busca de atendimento.
O número de internações de moradores também aumentou nos últimos anos. Segundo os dados apresentados pela Prefeitura, foram 1.620 internações em 2022, contra 2.429 em 2025, crescimento de aproximadamente 50%.
Com a nova unidade, parte desses atendimentos poderá ser realizada dentro do próprio município, reduzindo a necessidade de deslocamento dos pacientes para outros centros hospitalares.
Hospital será construído junto ao Pronto Atendimento
A unidade será implantada no terreno onde funcionava a antiga Policlínica, junto à estrutura do atual Garopaba Pronto Atendimento 24h. A localização foi planejada para permitir a integração entre os serviços e fortalecer o atendimento de pacientes que necessitam de cuidados hospitalares.
Além dos leitos de internação e da UTI Adulto, o hospital terá centro cirúrgico e suporte para exames e diagnóstico. A estrutura também deverá permitir ampliações futuras, de acordo com o crescimento da população e das demandas de saúde.
Para a médica Evelyn Snobe, a unidade vai ampliar a capacidade de atendimento dentro do próprio município.
“Ter leitos, UTI, centro cirúrgico e suporte diagnóstico permite que o paciente tenha continuidade no atendimento, com uma equipe acompanhando sua evolução e com mais agilidade nas decisões clínicas”, destacou.
60% dos leitos serão destinados ao SUS
De acordo com o projeto apresentado pela Prefeitura, 60% dos leitos serão destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e os outros 40% aos usuários de planos de saúde.
A administração do hospital será feita por meio de uma Organização Social (OS), responsável pela gestão e pelo custeio necessário ao funcionamento da unidade, conforme as metas e obrigações previstas no contrato de gestão.
O município deverá acompanhar e fiscalizar a prestação dos serviços.
Atualmente, nove organizações sociais estão habilitadas para participar do processo: Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH); Associação de Benemerência Senhor Bom Jesus; Sociedade Brasileira Caminho de Damasco (SBCD); Instituto Beneficente de Habitação, Assistência Social, Educação e Saúde (IBHASES); Santa Casa de Misericórdia de Chavantes; Instituto Maria Schmitt de Desenvolvimento de Ensino, Assistência Social e Saúde do Cidadão (IMAS); Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Bernardo do Campo; AMIS – Associação Missão Integral Semear de Gestão em Saúde; e Instituto de Estudos e Pesquisas Humaniza.
A próxima etapa será a publicação do edital, quando as entidades interessadas poderão apresentar propostas de acordo com os critérios estabelecidos pela Prefeitura.
Hospital faz parte de ampliação da rede
O projeto do hospital foi apresentado junto a outras ações de fortalecimento da saúde municipal. Entre elas está a implantação do Centro Especializado em Reabilitação (CER), que funcionará em um prédio próximo à Prefeitura, onde anteriormente funcionava a loja Eletrolar.
A proposta é ampliar a oferta de atendimentos especializados em reabilitação e facilitar o acesso dos moradores a esses serviços.
Segundo a Prefeitura, nos últimos anos o município também ampliou equipes de Saúde da Família, reformou unidades básicas, descentralizou serviços e ampliou a estrutura do Pronto Atendimento 24h.
Somente nos primeiros quatro meses considerados no levantamento apresentado durante o evento, a Atenção Básica registrou 98.904 atendimentos, enquanto o Pronto Atendimento contabilizou 79.436. Juntos, os serviços somaram mais de 178 mil atendimentos.
“A construção de um hospital não acontece de forma isolada. Ela precisa estar conectada com a Atenção Básica, com o Pronto Atendimento, com a regulação, com o transporte, com a saúde mental e com todos os demais serviços”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Fabrício Trindade Rodrigues.
Inauguração prevista para 2028
A expectativa é que, após a conclusão das etapas de implantação e contratação da gestão, o primeiro hospital de Garopaba seja inaugurado em 2028.
“Começamos fortalecendo a base, ampliando os atendimentos, melhorando nossas unidades e agora estamos dando um passo histórico: vamos estruturar o primeiro hospital de Garopaba”, afirmou o prefeito Júnior Abreu.
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